
São Francisco, 19 ago 2019 (Lusa) — As autoridades chinesas utilizaram cerca de um milhar de contas do Twitter e várias páginas do Facebook para desacreditar e dividir os manifestantes pró-democracia em Hong Kong, anunciaram hoje as duas redes sociais.
A rede social Twitter anunciou que suspendeu 986 contas que “são coordenadas como parte de uma operação chinesa” para “minar a legitimidade e as posições polÃticas” dos manifestantes, disse numa mensagem.
Já a rede social Facebook salientou que removeu, pelas mesmas razões, sete páginas e três grupos, também relacionados com “pessoas associadas ao Governo de Pequim”.
Há mais de dois meses que Hong Kong é palco de protestos, marcados por violentos confrontos entre manifestantes e a polÃcia, que tem usado balas de borracha, gás pimenta e gás lacrimogéneo.
Em 01 de julho, alguns manifestantes invadiram mesmo o parlamento de Hong Kong.
Mais recentemente, o aeroporto de Hong Kong foi palco de manifestações, com as autoridades a serem obrigadas a cancelar centenas de voos numa das infraestruturas aeroportuárias mais movimentadas do mundo.
A transferência de Hong Kong para a República Popular da China, em 1997, decorreu sob o princÃpio “um paÃs, dois sistemas”, precisamente o que os opositores à s alterações da lei da extradição garantem estar agora em causa.
Para aquela região administrativa especial da China foi acordado um perÃodo de 50 anos com elevado grau de autonomia, a nÃvel executivo, legislativo e judiciário, sendo o Governo central chinês responsável pelas relações externas e defesa.
AJO (PMC) // SR
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