Pelo menos três mil famílias em zonas de risco reassentadas no norte de Moçambique

Pemba, Moçambique, 27 mar 2026, (Lusa) — As autoridades moçambicanas já identificaram o local para o reassentamento de pelo menos três mil famílias que se encontram em zonas de alto risco de serem afetadas por desastres naturais, na província de Cabo Delgado, foi hoje anunciado.

“Iremos pressionar para que [o reassentamento] aconteça o mais rápido possível, este trabalho está a ser feito é para que realmente evitemos que haja maiores situações [de destruições], e ainda bem que estamos numa fase onde as próprias pessoas conseguem perceber que há um risco iminente onde estão”, disse à comunicação social a Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, em Pemba.

Segundo a responsável, além do reassentamento das famílias, o aumento dos níveis da segurança no conflito armado, que afeta aquela província do norte do país, desde outubro de 2017, está a permitir com que a assistência humanitária chegue tanto para as vítimas dos desastres, como para as vítimas das incursões terroristas.

“Até ao momento não temos situações de falta de bens alimentares para podermos assistir às famílias, aliás também temos de reforçar que, nós, por causa do terrorismo, tínhamos algumas zonas de difícil acesso, mas recentemente estamos já a conseguir chegar [a mais locais]” disse.

Na cidade de Pemba, capital provincial, pelo menos três pessoas da mesma família, morreram soterradas recentemente após o deslizamento de terra, decorrente das chuvas nos últimos dias naquela região, na zona residencial de Chibuabuar.

O número de mortos na atual época das chuvas em Moçambique subiu para 304, com mais de um milhão de pessoas afetadas, desde outubro, segundo atualização do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

De acordo com informação da base de dados do INGD atualizada na quarta-feira, consultada pela Lusa, contabilizam-se mais seis mortos em cerca de 24 horas, tendo sido afetadas 1.026.360 pessoas (mais 2.000 face ao balanço anterior) na presente época das chuvas – que se prolonga ainda até final de abril -, correspondente a 234.392 famílias.

 

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