
Seul, 10 jul 2024 (Lusa) – Pelo menos quatro pessoas morreram devido a chuvas torrenciais sem precedentes que atingiram o sul da Coreia do Sul e causaram constrangimentos nos transportes, disseram hoje as autoridades.
Na provÃncia de Jeolla do Norte, a chuva alcançou números históricos, atingindo 131,7 milÃmetros numa hora na cidade de Gunsan, 178 quilómetros a sul de Seul, a maior precipitação alguma vez registada no paÃs.
A precipitação horária representa mais de 10% da média anual da cidade, que é de 1.246 milÃmetros.
“Foi um nÃvel de gravidade visto uma vez em cada 200 anos”, afirmou um funcionário da administração meteorológica da Coreia (KMA), citado pela agência de notÃcias sul-coreana Yonhap.
Na cidade vizinha de Hamna, foram registados 125,5 milÃmetros por hora, enquanto noutras cidades da região, a precipitação acumulada variou entre 104,5 milÃmetros e 255 milÃmetros entre a meia-noite (16:00 em Lisboa) e esta madrugada.
Na provÃncia de Chungcheong do Sul, as chuvas torrenciais provocaram a inundação de um edifÃcio residencial na cidade de Nonsan, cerca de 180 quilómetros a sul da capital, causando um morto.
Na cidade de Seocheon, uma casa ruiu devido a um aluimento de terras, provocando a morte de um septuagenário.
Outro homem, na casa dos 70 anos, morreu no condado de Okcheon, na provÃncia de Chungcheong do Norte, depois do carro em que seguia ter caÃdo num riacho.
A quarta vÃtima mortal foi um agricultor, com cerca de 60 anos, da cidade de Daegu, uma das cidades mais populosas do território, que se afogou depois de ter sido sugado por um sistema de drenagem.
As equipas de salvamento continuam à procura de pelo menos uma pessoa nesta provÃncia.
As chuvas torrenciais também causaram perturbações e interrupções no sistema de transporte no sul do paÃs.
Todos os serviços ferroviários na linha Janghang, que serve a provÃncia de Chungcheong do Sul, e na linha Gyeongbuk, na provÃncia de Gyeongsang do Norte, foram suspensos, assim como as ligações regulares que fazem a rota entre Seul e Daegu.
A chuva provocou ainda o cancelamento de 21 voos no aeroporto internacional de Gimhae, na cidade portuária de Busan, e o atraso de 16.
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