Pelo menos 42 membros do grupo rebelde Al-Shabab mortos na Somália

Nairobi, 14 jul 2026 (Lusa) — Pelo menos 42 membros do grupo ‘jihadista’ Al-Shabab foram mortos pelo exército da Somália numa operação apoiada por “parceiros internacionais” na região central do país, em Hiran, declarou hoje o Governo somali.

“Os ataques aéreos neutralizaram 42 terroristas do Al-Shabab e feriram outros 12. Um veículo militar, posições e fortificações defensivas estabelecidas pelo Al-Shabab na área também foram destruídas”, detalharam as Forças Armadas somalis num comunicado.

As forças somalis realizaram ataques aéreos na noite de segunda-feira na aldeia de Goobo, a cerca de 10 quilómetros a norte do distrito de Mahaas, onde alguns ‘jihadistas’ se tinham reagrupado depois de terem sido derrotados em combates contra o exército, informou o Ministério da Defesa da Somália num comunicado.

“As operações em curso infligiram um duro golpe ao Al-Shabab, diminuindo a capacidade do grupo para se organizar e operar”, afirmou o Ministério somali, acrescentando que “nos últimos meses, o grupo ‘jihadista’ sofreu pesadas baixas às mãos das Forças Armadas e dos seus parceiros internacionais”.

Assim, segundo o governo somali, “centenas de militantes e vários líderes” foram mortos.

A agência de notícias EFE, indica, que não conseguiu verificar de forma independente os números de baixas fornecidos pelas autoridades.

A Somália intensificou as operações contra o Al-Shabab desde que o Presidente do país, Hassan Sheikh Mohamud, anunciou uma “guerra total” contra os ‘jihadistas’ em agosto de 2022.

A missão da União Africana (UA) – juntamente com a Turquia e os Estados Unidos, que frequentemente prestam apoio aéreo – está a colaborar militarmente neste esforço.

O Al-Shabab, um grupo afiliado na rede terrorista Al-Qaida desde 2012, controla as zonas rurais no centro e sul da Somália e ataca também países vizinhos como o Quénia e a Etiópia. A

A Somália vive em estado de conflito e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi deposto, deixando o país sem um governo eficaz e nas mãos de milícias islâmicas e senhores da guerra.

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