
Kano, Nigéria, 03 abr 2026 (Lusa) — Pelo menos 38 pessoas foram mortas no início da semana durante ataques contra lenhadores e uma aldeia no nordeste da Nigéria, perpetrados por grupos jihadistas revelaram fontes locais à AFP.
Os grupos armados intensificaram os seus ataques contra alvos militares e civis nos últimos meses, segundo milicianos anti-jihadistas e habitantes locais, mas as autoridades do país mais populoso de África não se pronunciaram.
Desde 2009, os ataques jihadistas no nordeste da Nigéria, perpetrados principalmente pelo Boko Haram e pelo grupo jihadista rival Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP), causaram mais de 40 mil mortos e cerca de dois milhões de deslocados, segundo a ONU.
Na terça-feira à noite, combatentes do ISWAP cercaram um grupo de pessoas que cortavam lenha numa floresta nos arredores da cidade de Mafa, matando 27 delas e raptando outras 18, indicaram dois milicianos antijihadistas.
O ISWAP e o seu rival Boko Haram têm vindo a atacar cada vez mais agricultores, pescadores, lenhadores, criadores de gado e catadores de sucata da região, acusando-os de espionagem e de passar informações ao exército.
Na segunda-feira, jihadistas do ISWAP atacaram a aldeia de Kautikeri, perto da cidade de Chibok, matando 11 pessoas e incendiando habitações, afirmou um responsável comunitário.
Em 2014, em Chibok, o grupo islamista Boko Haram raptou 276 alunas do ensino secundário, provocando a indignação da comunidade internacional e o lançamento de uma campanha mundial de mobilização sob o nome de Bring Back Our Girls.
Algumas estudantes conseguiram fugir, outras foram libertadas anos mais tarde, mas cerca de uma centena continua desaparecida.
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