
Lisboa, 07 jan 2024 (Lusa) – O secretário-geral do PS propôs hoje aumentar o salário mÃnimo para pelo menos 1.000 euros até ao final da próxima legislatura, em 2028, e rever o acordo de rendimentos negociado em concertação social.
“O governo atual havia definido como meta o aumento do salário mÃnimo nacional dos atuais 820, em 2015 eram 505, para 900 euros até 2026. Nós propomos que, no final da próxima legislatura, em 2028, o salário mÃnimo atinja, pelo menos, os 1.000 euros”, anunciou Pedro Nuno Santos no discurso de encerramento do 24.º Congresso Nacional do PS, em Lisboa.
O secretário-geral socialista destacou que “uma das preocupações dos portugueses está no baixo nÃvel dos seus salários”, salientando que “o paÃs avançou muito nos últimos oito anos, mas temos consciência de que há muito para fazer”.
“Também deveremos rever o acordo de rendimentos recentemente negociado em concertação social, de modo a que ao aumento do salário mÃnimo possa estar associado o aumento dos salários médios”, disse.
Sobre as pensões, Pedro Nuno Santos assegurou que o PS vai “cumprir a lei que regula a sua atualização, garantindo uma subida mÃnima para as pensões mais baixas”, e considerou que, “ao contrário do PSD”, o PS confia no sistema público de pensões.
Já no setor da habitação, o lÃder do PS salientou que está em curso “a maior reforma” do setor, com a construção e reabilitação de 32 mil fogos até 2026, mas defendeu que, no curto prazo, “é também preciso regular melhor o mercado”, salientando que nos últimos as “rendas tiveram grandes aumentos, insustentáveis para muitas famÃlias”.
“Para fazer face a esta situação, é nosso objetivo definir, com o Instituto Nacional de EstatÃsticas (INE), um novo indexante de atualização das rendas que tenha em consideração a evolução dos salários”, anunciou.
Pedro Nuno Santos indicou que, quando a inflação for “igual ou inferior” a 2%, a atualização das rendas se vai manter igual à de hoje, mas, se for superior a esse valor, “terá de ter em linha de conta a capacidade de as pessoas as pagarem, capacidade essa que é medida pela evolução dos salários”.
“Ou seja, em anos de inflação elevada, em anos de inflação elevada, a evolução das rendas não pode estar desligada da evolução dos salários”, sintetizou.
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