
Lisboa, 21 nov 2024 (Lusa) – O secretário-geral do PCP assegurou hoje que não irá inviabilizar qualquer aumento extraordinário das pensões, mas desafiou o PS a clarificar se também vai acompanhar a proposta dos comunistas que propõe um aumento de 5%.
Em declarações aos jornalistas à margem de uma visita a um jardim de infância na Pontinha, em Lisboa, Paulo Raimundo foi questionado sobre o facto de o Chega ter anunciado que se irá abster na votação da proposta do PS para aumentar as pensões em 1,25 pontos percentuais, permitindo a sua aprovação, caso os partidos da esquerda votem a favor.
“Tudo aquilo que venha acima daquilo que a lei obriga, é sempre bem-vindo. Portanto, não é por nós que isso será inviabilizado”, respondeu Paulo Raimundo.
No entanto, o secretário-geral comunista salientou que a primeira proposta sobre aumento extraordinário das pensões que irá ser votada na especialidade vai ser a do PCP, que propõe um aumento de 5%, com um mÃnimo de 70 euros para cada pensionista.
“E a pergunta que se tem de colocar hoje, até em função da própria afirmação do Chega – daquilo que eu ouvi, afirmou que ia abster-se em todas as propostas que visassem o aumento das pensões – é o que é que o PS vai fazer, perante a nossa proposta, que é a primeira a ser votada?”, disse.
Paulo Raimundo salientou que, se o PS acompanhar a proposta do PCP, no atual enquadramento parlamentar e com o voto do Chega, ela será aprovada.
Confrontado com o facto de o Chega ter dito que só aprovaria propostas que fossem “orçamentalmente responsáveis e que garantam o equilÃbrio e a sustentabilidade das contas públicas”, Paulo Raimundo defendeu que é o caso da do PCP.
“A nossa proposta prevê, grosso modo, um aumento, face à quilo que está hoje em vigor, de 1.800 milhões de euros. Está dentro da margem orçamental. Ou melhor, é preciso que o Chega vote a outra nossa proposta, que é acabar com os benefÃcios fiscais”, disse, frisando os benefÃcios fiscais custam atualmente ao Estado precisamente 1.800 milhões de euros.
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