
Vila Nova de Gaia, Porto, 29 mai 2026 (Lusa) — O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho recusou hoje entrar “em labirintos de interpretações” e dizer a quem se referia quando falou em polÃticos postiços que são como “prostitutos sem caráter”.
“Estava a dizer-lhes que não sinto nenhuma necessidade de estar a fazer interpretações sobre aquilo que disse, nem a acrescentar, nem a retirar nada”, disse o antigo lÃder do PSD à entrada para as comemorações dos 850 anos de mutualismo em Portugal a decorrer em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto.
Passos Coelho foi abordado pelos jornalistas para esclarecer as suas declarações de terça-feira onde criticou os polÃticos que, para tentarem agradar a todos ainda mais do que os populistas, se tornam postiços, comparando-os a “prostitutos sem caráter”.
Questionado sobre se se referia ao primeiro-ministro, LuÃs Montenegro, Passos Coelho perguntou o porquê dessa pergunta.
“Porque é que pergunta isso? Então está a ver, não há dúvida que há sempre um labirinto de interpretações”, assinalou.
Pedro Passos Coelho ressalvou que cada um interpreta como pode e, Ã s vezes, como quer.
“E eu não quero estar a entrar, nem a regressar a esses labirintos de interpretação que são aqueles a que tenho assistido nos últimos tempos. Não é essa a minha função”, salientou.
Apesar da insistência dos jornalistas, o social-democrata, que seguiu para o interior da sala onde vai decorrer a conferência na qual intervirá, atirou que já disse aquilo que era importante.
Ainda sobre se se vai cruzar com LuÃs Montenegro, a quem caberá encerrar as comemorações dos 850 anos do mutualismo, Passos Coelho respondeu apenas “não sei, não sei”.
Já na quarta-feira, o presidente do Chega, André Ventura, considerou que o antigo primeiro-ministro se referia ao Governo.
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