
Redação, 24 mai 2023 (Lusa) — Um simples passeio enérgico de 20 minutos por dia é suficiente para melhorar a saúde e reduzir riscos cardiovasculares, segundo um estudo publicado hoje no boletim cientÃfico Circulation, da Associação Americana de Cardiologia.
O estudo adverte que os grupos de população que praticam menos exercÃcio (os adultos com mais idade, as mulheres, os negros, as pessoas com depressão, pessoas com menor capacidade socioeconómica e os que vivem em zonas rurais) estão em maior risco de sofrerem doenças cardiovasculares.
Os autores sublinham que é importante aumentar os recursos e desenvolver iniciativas que promovam a atividade fÃsica de forma sustentada, sobretudo para os grupos com menos recursos económicos.
No estudo, explicam que a atividade fÃsica regular mantém o coração forte, sendo suficiente uma caminhada enérgica de 20 minutos por dia.
Os investigadores chegaram a esta conclusão depois de analisarem os nÃveis de atividade fÃsica de diferentes grupos de adultos e de reverem as estratégias para aumentar a atividade fÃsica em grupos com poucos recursos ou com risco de má saúde cardiovascular.
“Ajudar todos a melhorar a saúde cardÃaca é importante”, afirma Gerald J. Jerome, do departamento de cinesiologia (estudo dos movimentos) da Universidad de Towson (Maryland), nos EUA.
“Descobrimos que muitos grupos que tinham uma má saúde cardÃaca também tinham nÃveis baixos de atividade fÃsica. Sabemos que a atividade fÃsica regular é um componente chave de uma saúde cardÃaca ótima. Estes resultados oferecem-nos a oportunidade de centrarmos os nossos esforços em programas de atividade fÃsica nos locais onde as pessoas mais precisam”, aponta.
A Associação Americana de Cardiologia mede a saúde cardiovascular e os riscos em função de oito fatores: quatro de saúde (pressão arterial, colesterol, açúcar no sangue e Ãndice de massa corporal) e quatro de estilo de vida (hábito de fumar, atividade fÃsica, sono e dieta).
Mas menos de 25% dos norte-americanos pratica pelo menos 150 minutos de atividade fÃsica moderada por semana (o recomendado pela Associação Americana do Coração).
A equipa analisou os dados de programas de atividade fÃsica desenvolvidos para melhorar os nÃveis de atividade fÃsica em populações especÃficas e observou que os que menos se exercitam são os adultos com mais idade, as mulheres, os negros, as pessoas com depressão ou incapacidades, os que têm um nÃvel socioeconómico mais baixo e os que vivem em zonas rurais ou bairros com menos vias pedonais.
“Infelizmente, muitos grupos que têm maior risco de sofrerem de doenças cardÃacas também declaram, em média, uma menor quantidade de atividade fÃsica”, lamenta Jerome.
Por último, os peritos aconselham, na publicação, que os programas de atividade fÃsica se adotem com a participação da comunidade para satisfazer as suas necessidades e desenhar programas que sejam acessÃveis e culturalmente apropriados.
Aumentar os nÃveis de atividade fÃsica para melhorar a equidade sanitária exige “uma abordagem de equipa, que inclua profissionais de saúde que avaliem e promovam regularmente a atividade fÃsica de todos os pacientes”, concluem os autores do estudo.
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