
Pedrógão Grande, Leiria, 04 jul 2022 (Lusa) — O presidente do PSD, LuÃs Montenegro, considerou hoje que o paÃs passou de uma época de pandemia para pandemónio na saúde e exortou o ministério a pagar a dÃvida à s corporações de bombeiros.
“Passámos de uma época de pandemia [covid-19] para uma época de pandemónio. Temos hoje, em Portugal, um caos completo no sistema de saúde, que vai desde o enceramento de serviços à falta de profissionais e também à falta injustificada, inadmissÃvel do apoio à queles que no terreno contribuem, por exemplo, para o transporte de doentes, como é o caso dos bombeiros”, disse LuÃs Montenegro.
O lÃder do PSD falava aos jornalistas em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, a sua primeira visita enquanto presidente do partido em exercÃcio de funções.
O social-democrata, que se faz acompanhar, entre outros, por deputados, reuniu-se primeiro com autarcas, na Câmara de Pedrógão Grande, seguindo-se um encontro com a Liga dos Bombeiros Portugueses, na corporação de bombeiros do concelho.
No final desta segunda reunião, LuÃs Montenegro considerou que “a dÃvida que o Ministério da Saúde tem à s associações humanitárias de bombeiros é inadmissÃvel, tem de ser paga, porque se não for paga a consequência é que os bombeiros não vão ter condições de prestar o serviço”.
“E não estamos a falar só do serviço de transporte. Por via da prestação desse serviço, cria-se um défice financeiro que faz com que os bombeiros não tenham meios para operações de socorro ainda mais relevantes, como acidentes, como incêndios florestais”, alertou.
Para LuÃs Montenegro, está a asfixiar-se financeiramente “os bombeiros em Portugal e o Ministério da Saúde acaba por ser o principal responsável”.
“Não é o único, infelizmente, mas é o principal responsável”, declarou, apelando à ministra da Saúde, Marta Temido, para “cumprir, por uma vez, a promessa de pagar aquilo que deve aos bombeiros”.
O presidente do PSD defendeu que “o Estado tem de ser uma pessoa de bem com todos os seus fornecedores de serviços, mas com este, em particular, tem de ter ainda uma atenção mais especial”.
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