
Londres, 14 nov 2019 (Lusa) – As listas de candidatos à s legislativas britânicas de 12 de dezembro fecham hoje, estando os partidos a favor e contra o ‘Brexit’ igualmente pressionados a unir-se em torno dos nomes com maior probabilidade de ganhar nos respetivos cÃrculos uninominais.
Liberais Democratas, nacionalistas galeses do Plaid Cymru e os Verdes fizeram um pacto para apoiar um único candidato em 60 cÃrculos eleitorais, enquanto que o Partido do Brexit, de Nigel Farage, desistiu de concorrer nos 317 cÃrculos onde o Partido Conservador venceu em 2017.
Porém, com tanto em jogo, continuam a existir movimentações de última hora e, perante a renúncia voluntária do candidato liberal democrata em Canterbury, Tim Walker, para favorecer a trabalhista Rosie Duffield, os Lib Dems estão a ser pressionados para não competir naquele assento tradicionalmente conservador.
“O pior resultado seria a vitória dos conservadores retrógrados, desfalcados de [candidatos] moderados e apoiados pelo Partido do Brexit”, escreveu a comediante e ativista polÃtica Sandi Toksvig no jornal The Guardian.
Ao todo estão em jogo 650 assentos na Câmara dos Comuns, podendo candidatar-se cidadãos britânicos, irlandeses ou de paÃses da Commonwealth residentes no Reino Unido com mais de 18 anos, com exceção de polÃcias, militares, funcionários públicos e juÃzes.
Alguns dos candidatos já sabem há mais de um ano que iam concorrer, muitos foram selecionados nas últimas semanas ou dias e vários ainda estão indecisos ou dependentes dos respetivos partidos.
O crescente elevado nÃvel de insultos e ameaças ou a divergência com as lideranças partidárias levou pelo menos 79 deputados a desistirem, incluindo conservadores moderados como Amber Rudd, Justine Greening e Rory Stewart.
Outros “proscritos” do partido por Boris Johnson, como David Gauke e Dominic Grieve, vão concorrer como independentes.
Nos partidos da oposição, o pró-europeu Owen Smith e a eurocética Kate Hoey deixam de representar o Partido Trabalhista e os Liberais Democratas ficam sem o antigo lÃder Vince Cable e Norman Lamb.
Estas ausências abrem oportunidades para novos nomes, como Steve Bray, que protagoniza os protestos anti-‘Brexit’ junto ao parlamento desde 2016.
Normalmente, as eleições atraem também milhares de candidatos independentes que vão fazer campanha sobre questões locais especÃficas ou por irreverência, como o “Official Monster Raving Loony Party”, um partido que já existe desde 1983.
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