
Estrasburgo, França, 15 set 2026 (Lusa) — O Parlamento Europeu debateu hoje a criação de Centro Europeu de Resiliência Democrática para combater campanhas de desinformação e interferências estrangeiras em atos democráticos como eleições num relatório que identifica a Rússia como a principal ameaça.
O relatório, elaborado pela Comissão Especial sobre o Escudo da Democracia Europeia do Parlamento Europeu (PE), visa reforçar a resiliência da UE contra a interferência estrangeira, a manipulação de informação e as ameaças hÃbridas, como explicou o relator, o eurodeputado sueco Tomás Tobé.
No documento, Moscovo é indicado como a maior ameaça externa à integridade das democracias europeias devido ao uso contÃnuo de campanhas de desinformação e ataques a infraestruturas crÃticas, através de sabotagem ou espionagem, mas Bielorrússia, China, Irão e Coreia do Norte são também apontados como paÃses que visam desestabilizar a UE.
“A Rússia está a tentar enfraquecer a Europa”, afirmou Tomás Tobé na apresentação do relatório ao PE, acrescentando que Moscovo “está a utilizar fábricas e redes de drones e a investir massivamente para tentar desestabilizar as sociedades” europeias.
Sublinhando que “interferência estrangeira não é liberdade de expressão”, Tomás Tobé referiu que há atualmente “forças polÃticas dentro da Europa que estão a facilitar o trabalho dos inimigos”, apontando partes da extrema-direita.
O eurodeputado, que defendeu ser “extremamente importante o Escudo Europeu da Democracia”, admitiu ainda preocupações por ainda haver quem veja a Rússia como um aliado.
“Quando as forças polÃticas tentam enfraquecer as instituições democráticas a partir de dentro, alinhando, deliberadamente ou não, com os interesses de uma potência estrangeira hostil, estão a jogar um jogo muito perigoso”, disse.
Para a comissão especial, o centro de resiliência democrática deve ter um orçamento para a ação e ser governado por todos os Estados-membros.
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