
Cidade do Vaticano, 10 jul 2022 (Lusa) — O Papa Francisco expressou hoje a sua solidariedade para com o povo do Sri Lanka, que se revoltou contra a crise económica e provocou uma agitação civil que ditou o afastamento do Presidente da República e do primeiro-ministro.
“Uno-me à dor do povo do Sri Lanka, que continua a sofrer os efeitos da instabilidade polÃtica e económica”, declarou o lÃder da Igreja Católica após a oração dominical do Angelus, acrescentando: “Juntamente com os bispos do paÃs, renovo o meu apelo à paz e imploro aos responsáveis que não ignorem o grito dos pobres e as necessidades do povo”.
A revolta popular no Sri Lanka levou à fuga do presidente do paÃs asiático, Gotabaya Rajapaksa, antes de o seu palácio em Colombo ter sido invadido por manifestantes. Rajapaksa anunciou posteriormente que se irá demitir na quarta-feira, enquanto o primeiro-ministro, Ranil Wickremesinghe, já apresentou a demissão e viu a sua residência privada ser incendiada.
O paÃs está imerso numa das piores crises económicas desde a independência, em 1948, derivada do declÃnio das reservas em moeda estrangeira e de uma elevada dÃvida externa.
Francisco apelou ainda a “Deus para mostrar o caminho para pôr fim à loucura da guerra” na Ucrânia. O Papa renovou a sua proximidade em relação ao povo ucraniano “diariamente atormentado pelos ataques brutais” e salientou rezar “por todas as famÃlias, especialmente pelas vÃtimas, os feridos, os doentes, os idosos e as crianças”.
Entretanto, o secretário para as relações com os Estados, o arcebispo Paul Richard Gallagher, não excluiu que o Papa Francisco pudesse viajar até à Ucrânia em agosto, dependendo de como se sente no seu regresso do Canadá, onde Francisco estará na última semana de julho.
Numa entrevista na televisão pública italiana RAI, o representante da Santa Sé para as relações externas assegurou que o Papa “está muito convencido de que se pudesse fazer esta visita poderia ter resultados positivos”, sem deixar de notar que o Papa sempre demonstrou “a sua vontade de ir à Ucrânia e a Moscovo para se encontrar com as autoridades russas”.
Por último, o sumo pontÃfice manifestou o seu desejo de que sejam encontradas “soluções convincentes” para a situação atual na LÃbia com o apoio da comunidade internacional, ao recordar “o povo da LÃbia e em particular os jovens e todos aqueles que sofrem devido aos graves problemas sociais e económicos do paÃs”.
Na passada quinta-feira, as duas instituições lÃbias rivais, reunidas em Genebra sob os auspÃcios das Nações Unidas (ONU), não conseguiram concluir um acordo para a realização de eleições devido a divergências sobre a elegibilidade dos candidatos presidenciais.
JGO (PNG/RJP/PCR) // JPS
Lusa/Fim



