Fátima, Santarém, 24 fev (Lusa) – Responsáveis hoteleiros e de associações do setor consideram que os preços exorbitantes pedidos para a visita do papa em quatro unidades turísticas de Fátima são um fenómeno residual e absurdo, que não representa a hotelaria da cidade.
Em declarações à agência Lusa, Alexandre Marto Pereira, empresário de hotelaria e vice-presidente da Associação Empresarial Ourém-Fátima (ACISO) argumenta que a oferta de quartos duplos em dois hotéis de quatro estrelas da cidade, com preços que chegam aos 2.500 euros, e alojamentos locais com valores que atingem 6.000 euros, é “um tipo de oferta extremamente residual e marginal”.
“Se os hotéis de Fátima, que são mais de 70, na sua imensa maioria, tentassem fazer negócios com preços extremamente elevados, teriam de estar todo o ano com esses preços. E, se assim fosse, hoje não haveria um, dois ou três hotéis com vagas, mas sim 70 ou 80 e não há, todos os hotéis venderam a capacidade que tinham [para a peregrinação do 13 de maio] por preços razoáveis e em operações normais”, argumentou Alexandre Marto Pereira.
