
Roma, 20 mai 2023 (Lusa)- O Papa Francisco encarregou um importante cardeal italiano de uma missão, na esperança de que possa “aliviar as tensões” na guerra da Ucrânia e levar a um caminho de paz, disse hoje o Vaticano.
Numa breve declaração escrita, o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, disse que Francisco confiou a missão ao cardeal Matteo Zuppi, que é próximo do pontÃfice.
Bruni disse que o calendário e os mecanismos da missão “estão atualmente a ser estudados”.
Uma semana antes, Francisco teve um encontro com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, no Vaticano. Depois disso, Zelenskyy, quando questionado sobre o encontro, indicou que considerava impossÃvel qualquer mediação com o Presidente russo, Vladimir Putin, que ordenou a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.
No final de abril, regressando a Roma após uma peregrinação na Hungria, Francisco indicou aos jornalistas a bordo do avião que o Vaticano estava envolvido num tipo de missão de paz, mas recusou-se a dar pormenores.
Posso confirmar que o papa Francisco encarregou o cardeal Matteo Zuppi, arcebispo de Bolonha e presidente da Conferência Episcopal Italiana, de conduzir uma missão, de acordo com a Secretaria de Estado (do Vaticano), que contribuÃsse para aliviar as tensões no conflito na Ucrânia, na esperança, nunca abandonada pelo Santo Padre, de que isso possa lançar caminhos de paz”, disse Bruni.
O calendário dessa missão e as suas modalidades estão atualmente a ser estudados”, disse o porta-voz.
No inÃcio da semana, um site italiano que se dedica à s questões do Vaticano indicou que o Papa tinha designado enviados pessoais para falar com Zelenskyy e Putin, na esperança de conseguir um cessar-fogo.
A breve declaração de sábado à noite do Vaticano não mencionou a Rússia.
Francisco tem denunciado repetidamente a guerra, advertido contra a acumulação de armas no conflito e rezado pelo povo ucraniano em sofrimento. De um modo geral, nos seus muitos comentários sobre a guerra, tem evitado culpar Putin.
O pontÃfice afirmou que iria a Kiev, capital da Ucrânia, se a peregrinação ajudasse a trazer a paz, mas disse que isso só poderia acontecer se também pudesse visitar Moscovo.
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