
Sines, Setúbal, 20 ago (Lusa) — O PAN (Pessoas-Animais-Natureza) questionou hoje o Ministério do Ambiente sobre a “alegada queima e emissão irregular de hidrocarbonetos”, no último fim de semana, no Complexo Industrial de Sines, no distrito de Setúbal.
Depois de “testemunhos gravados em vÃdeo”, nas redes sociais, com “registos noturnos e diurnos”, o PAN diz, em comunicado, que quer saber se o Governo “tem conhecimento” da ocorrência em “pleno pico turÃstico” e “se o mesmo é procedente do Complexo da Repsol em Sines”.
Em caso de “poluição atmosférica excessiva”, o PAN questionou ainda o Governo sobre as “ações que foram promovidas” pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) “para colmatar esta irregularidade” e “que medidas foram tomadas para alertar as pessoas da região”.
O partido também quer saber se a ultrapassagem dos valores nas emissões de ozono, ocorrida no inÃcio de agosto e detetada pela estação de monitorização da qualidade do ar, em Monte Chãos, no concelho de Sines, teve “origem ou relação com as operações do Complexo Industrial de Sines”.
O PAN alerta para os efeitos na saúde das populações “expostas a curto prazo a elevadas concentrações de ozono” e que conduzem a “danos nos pulmões e inflamação das vias respiratórias, aumento da tosse e maior probabilidade de ataques de asma”.
Também a Câmara Municipal de Sines informou hoje, na sua página na Internet, ter dado conhecimento à s autoridades com competência em matéria ambiental sobre “mais um episódio de fumo negro com origem na fábrica da Repsol em Sines”, ocorrido na última sexta-feira.
Trata-se, segundo o municÃpio, de “episódios recorrentes de fumo negro, com forte ruÃdo por vezes associado, proveniente das flares do complexo industrial da Repsol” e que “além de todos os danos causados ao meio ambiente, incomoda e prejudica quem vive cá e turistas”.
De acordo com a autarquia, que cita uma informação divulgada pela empresa Repsol PolÃmeros, o último episódio de poluição atmosférica resultou de “uma perturbação na Unidade de Steam Cracker por atuação de um automatismo que fez disparar vários equipamentos desta unidade e obrigou à sua paragem”.
No ofÃcio enviado à APA, Inspeção-Geral de Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Território, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, Direção Regional de Economia do Alentejo, IAPMEI e Autoridade de Saúde, a Câmara de Sines solicita uma intervenção “de forma a ajudar a resolver a situação”.
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