
Díli, 04 set 2026 (Lusa) — Representantes do grupo dos Países Menos Desenvolvidos da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, reunidos até hoje em Timor-Leste, querem que a COP31 alcance resultados concretos na mitigação, adaptação, financiamento climático e perdas de danos.
O Grupo dos Países Menos Desenvolvidos (PMD), composto por 44 estados terminou hoje em Díli uma reunião para definir as prioridades a serem apresentadas na 31.ª Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP31), que vai realizar-se na Turquia entre 09 e 20 de novembro.
O encontro incluiu também uma reunião ministerial, que aprovou a Declaração de Díli.
“Os PMD não podem permitir mais um ano de promessas sem concretização. Saímos de Díli mais unidos e com uma orientação política clara para a COP31”, afirmou o ministro da Agricultura, Pecuária, Pescas e Florestas de Timor-Leste, Marcos da Cruz.
Segundo o ministro, o financiamento deve chegar aos países menos desenvolvidos, a adaptação às alterações climáticas deve ser aumentada e implementada e as perdas e danos devem ser discutidos.
“Aqueles que têm maior responsabilidade e capacidade devem liderar a redução das emissões para manter o mundo na trajetória compatível com 1,5°C. Para os PMD, trata-se das nossas vidas, dos nossos meios de subsistência e do nosso futuro. A COP31 deve responder com a urgência que a realidade exige”, salientou o ministro.
O presidente do grupo do PMD, o embaixador timorense Adão Soares Barbosa, destacou que a Declaração de Díli é uma “expressão clara da unidade e determinação” daquele grupo de países.
“Definimos aquilo que a COP31 deve proporcionar às populações que se encontram na linha da frente da crise climática. A passagem à fase de implementação é importante”, disse, salientando que aquele grupo de países é o que menos contribuiu para as alterações climáticas.
A Declaração de Díli manifesta profunda preocupação com o agravamento da crise climática, que afeta de forma desproporcionada os PDM e apela a uma redução rápida das emissões globais.
Os 44 países pedem também a implementação urgente do mecanismo de financiamento climático e medidas concretas de resposta às perdas e danos causados pelas alterações climáticas.
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