
Evian, França, 17 jun 2026 (Lusa) — O Presidente francês afirmou hoje que os países do G7 mobilizaram-se para aumentar a pressão sobre a Rússia, no encerramento da cimeira que descreveu como um “momento de unidade” e de cooperação entre líderes.
“Comprometemo-nos a aumentar as pressões, nomeadamente através do reforço das nossas sanções, e esta remobilização do G7 (…) é extremamente importante”, disse Emmanuel Macron.
“É a primeira vez que temos uma convergência destas no G7. E é a primeira vez que chegamos a conclusões tão claras” em relação à Ucrânia, considerou o líder francês.
Em relação ao homólogo norte-americano, Donald Trump, Macron afirmou que “sempre teve confiança” na posição do republicano em relação à Ucrânia.
“Sempre lhe disse as coisas como elas são. Quando temos divergências, assumimo-las. Mas quando assumiu um compromisso connosco, cumpriu sempre o que prometeu”, acrescentou.
O líder norte-americano tinha afirmado na terça-feira, à margem da cimeira, que estava pronto restabelecer as sanções ao petróleo russo, a principal fonte de rendimento de Moscovo para alimentar a máquina de guerra.
Além das sanções, o republicano que também se reuniu com o homólogo ucraniano, Volodymyr Zlensky, disse que a Rússia “devia chegar a um acordo”, uma vez que perdeu muitas pessoas na guerra, tal como a Ucrânia.
Posto isto, Macron caracterizou esta cimeira de três dias organizada em França como “um sucesso”.
“Foi um momento de unidade, de debates de qualidade e de verdadeira cooperação entre os líderes que aqui se reuniram”, disse o chefe de Estado numa conferência de imprensa no fim da cimeira.
Emmanuel Macron referiu mesmo que, após meses de desacordos, esta cimeira permitiu os líderes das principais potências coordenarem-se “de forma muito estreita para responder às crises e trabalhar nos grandes desafios” atuais.
Em Evian estiveram presentes os líderes dos Estados Unidos, do Canadá, da Alemanha, do Reino Unido, da Itália e do Japão, além da França.
O Presidente francês salientou que a reunião decorreu num momento “extremamente difícil” para a comunidade internacional, caracterizado por múltiplas crises e desacordos entre os principais intervenientes mundiais.
Macron assinalou que, nos últimos meses, o cenário internacional tem sido dominado pela fragmentação, pelas divisões e pelas divergências de opinião entre aliados, mas considerou que a cimeira permitiu recuperar espaços de entendimento e coordenação face aos grandes desafios globais.
O chefe de Estado francês sublinhou que uma das principais conquistas do encontro foi a capacidade dos líderes para coordenarem respostas comuns às crises internacionais e avançarem em questões estratégicas como a segurança económica, a energia, a inteligência artificial, o comércio e o desenvolvimento.
Destacou ainda a decisão de alargar o diálogo dos membros tradicionais do G7 através da participação de países parceiros convidados, como Brasil, Índia, Quénia, Coreia do Sul e Egito.
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