
Kansas City, Estados Unidos, 26 jun 2026 (Lusa) – Um arranque demolidor levou os Países Baixos aos 16 avos de final do Mundial2026 de futebol, ao assegurarem o primeiro lugar do Grupo F com uma vitória sobre a já eliminada Tunísia (3-1).
No Estádio Arrowhead, em Kansas City, nos Estados Unidos, na quinta-feira, o capitão tunisino Ellyes Skhiri (três minutos), na própria baliza, Brian Brobbey (sete) e Jan Paul van Hecke (62) construíram o triunfo dos europeus, enquanto Hazem Mastouri reduziu distâncias (54), mas não evitou um inédito pleno de derrotas dos africanos.
Os Países Baixos, finalistas vencidos em 1974, 1978 e 2010, prosseguem sem eliminações na fase de grupos e terminaram a ‘poule’ com sete pontos, contra cinco do Japão e quatro da Suécia, que se qualificaram com um empate à mesma hora (1-1), e nenhum da Tunísia.
Ao aumentarem a sequência de invencibilidade mais longa da história da competição, agora com 15 partidas sem perder no tempo regulamentar ou depois de prolongamento – 10 vitórias e cinco empates -, os neerlandeses marcaram encontro nos 16 avos de final com Marrocos, segundo classificado do Grupo C, na segunda-feira, em Guadalupe, no México.
A mexicana Katia García tornou-se a terceira mulher a arbitrar em Mundiais masculinos, após a francesa Stéphanie Frappart e a norte-americana Tori Penso, num jogo que até começou com uma tentativa perigosa de Ismaël Gharbi por parte da Tunísia, logo antes de os Países Baixos se imporem.
Aos três minutos, Denzel Dumfries centrou na direita e Skhiri fez autogolo, o 12.º desta edição – o recorde de 2018 foi igualado -, numa reedição dos embates anteriores dos magrebinos, com tentos sofridos logo no arranque.
Um livre frontal de Tijjani Reijnders originaria o 2-0, aos sete minutos, com o capitão Virgil van Dijk a tocar ao segundo poste e Brobbey a finalizar rumo ao terceiro golo na competição, penalizando a passividade contrária.
Os Países Baixos continuaram a controlar e tiveram várias finalizações na primeira parte, com Reijnders (19 minutos) e Dumfries (44) a esbarrarem no guarda-redes Aymen Dahmen, por entre alguns contra-ataques do oponente, que viu Anis Slimane cabecear à figura de Bart Verbruggen (12).
No reatamento, e já depois de Skhiri ter bloqueado mais uma tentativa de Dumfries (51 minutos), a Tunísia encurtou a desvantagem aos 54, quando Hannibal Mejbri cobrou um canto na direita e Mastouri marcou de cabeça.
Da mesma forma, van Hecke resgataria os dois golos de diferença aos 62 minutos, na estreia a marcar pelo seu país, ao desviar ao primeiro poste um canto na esquerda de Reijnders, com a bola a tocar ainda em Slimane.
Até ao fim, os Países Baixos visaram novo tento num chapéu à barra de Reijnders (66 minutos), ao passo que Verbruggen se opôs a Mejbri (76), um dos mais inconformados na despedida da Tunísia, a sexta seleção africana a perder todos os jogos na fase de grupos, numa campanha em que trocou Sabri Lamouchi por Hervé Renard depois da jornada inaugural.
Jogo no Estádio Arrowhead, em Kansas City, nos Estados Unidos.
Tunísia – Países Baixos, 1-3.
Ao intervalo: 0-2.
Marcadores:
0-1, Ellyes Skhiri, 03 minutos (própria baliza).
0-2, Brian Brobbey, 07.
1-2, Hazem Mastouri, 54.
1-3, Jan Paul van Hecke, 62.
Equipas:
– Tunísia: Aymen Dahmen, Yan Valery, Montassar Talbi, Ellyes Skhiri, Mohamed Ben Hamida (Mortadha Ben Ouanes, 67), Ali Abdi, Anis Slimane (Elias Achouri, 67), Ismaël Gharbi (Firas Chaouat, 75), Rani Khedira (Mohamed Hadj Mahmoud, 67), Hannibal Mejbri e Hazem Mastouri (Sebastian Tounekti, 90).
Selecionador: Hervé Renard.
– Países Baixos: Bart Verbruggen, Denzel Dumfries, Jan Paul van Hecke, Virgil van Dijk, Nathan Aké, Frenkie de Jong (Teun Koopmeiners, 72), Ryan Gravenberch, Tijjani Reijnders (Justin Kluivert, 72), Donyell Malen (Crysencio Summerville, 72), Cody Gakpo (Noa Lang, 84) e Brian Brobbey (Memphis Depay, 77).
Selecionador: Ronald Koeman.
Árbitro: Katia García (México).
Ação disciplinar: Nada a assinalar.
Assistência: 68.391 espetadores.
RTF // VQ
Lusa/Fim



