
Bissau, 12 nov (Lusa) – O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), o mais votado nas últimas eleições legislativas, anunciou hoje que vai formalizar dois acordos de coligação visando as próximas legislativas, ainda sem data.
O anúncio da formalização das coligações, pré e pós eleitoral, foi feita pelo lÃder do partido, Domingos Simões Pereira, ao apresentar aos jornalistas as principais decisões da reunião do comité central (órgão máximo entre congressos), que hoje terminou em Bissau.
Segundo Domingos Simões Pereira, o PAIGC irá assinar, brevemente, um acordo de coligação com o Partido da Unidade Nacional (PUN), propondo o seu lÃder Idrissa Djaló, como cabeça-de-lista de candidatos a deputado para um dos cÃrculos eleitores nas localidades de Bambadinca e Xitole, no leste e um acordo de indecência parlamentar com cinco outras formações polÃticas.
O acordo, que também é valido para o perÃodo da campanha eleitoral, terá o seu reflexo na governação do paÃs, caso o bloco seja eleito, precisaram outras fontes do PAIGC.
Vão rubricar o acordo os partidos: União para Mudança (UM), Partido da Convergência Democrática (PCD), Partido da Nova Democracia (PND), todos com assento no atual parlamento, Movimento Patriótico (MP) e Partido Social-Democrata (PSD), estes sem representação parlamentar. O PNU também é um partido extraparlamentar.
Ao justificar os entendimentos com os seis partidos, o lÃder do PAIGC disse ser um “ato natural entre forças polÃticas que estiveram do mesmo lado” durante a crise polÃtica que assolou o paÃs desde 2014, na altura em que o seu Governo foi demitido, na sequência de desentendimentos com o Presidente guineense, José Mário Vaz.
Durante a última crise polÃtica, o PAIGC construiu com aqueles partidos, à exceção do PSD, o chamado espaço de concertação democrática, que se opôs à s medidas que foram sendo anunciadas pelo chefe do Estado, entre as quais, os vários Governos investidos por José Mário Vaz.
As eleições legislativas deveriam ter lugar no dia 18 deste mês, mas o Governo já admitiu que não será possÃvel, tendo em conta atrasos no recenseamento de potenciais eleitores.
Na quarta-feira, o Presidente guineense volta a reunir-se com os partidos, tentando definir uma nova data consensual para a ida à s urnas, que a Comunidade Económica de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO), mediadora da crise polÃtica na Guiné-Bissau, quer que tenham lugar ainda este ano.
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