
Praia, 16 jul 2019 (Lusa) – A comissão polÃtica do PAIGC em Cabo Verde manifestou hoje apoio a uma eventual candidatura de Domingos Simões Pereira à s eleições presidenciais na Guiné-Bissau, considerando que o lÃder do partido tem melhores condições para liderar o “renascimento” do paÃs.
“Na sequência das movimentações polÃticas na Guiné-Bissau, a comissão polÃtica do PAIGC em Cabo Verde vem, por este meio, manifestar publicamente o seu apoio ao engenheiro Domingos Simões Pereira, a quem encoraja a assumir a candidatura à s próximas presidenciais, apresentando o seu projeto nas primárias do partido”, manifestou em conferência de imprensa o presidente da comissão polÃtica do partido em Cabo Verde, Pedro Barbosa Mendonça.
O responsável polÃtico indicou que a comissão tomou a posição após recolher mais de 1.500 assinaturas de guineenses residentes em todo o paÃs a apoiar uma eventual candidatura do lÃder do partido à s eleições presidenciais, marcadas para novembro próximo.
Rodeado de outros membros do partido, Pedro Barbosa Mendonça disse que Domingos Simões Pereira é a pessoa que neste momento tem “melhores condições para liderar o renascimento do paÃs”, após cinco anos mergulhados em sucessivas crises polÃticas.
Apesar de ainda não ter manifestado intenção de se candidatar, Barbosa Mendonça disse que a comissão polÃtica incentiva Domingos Simões Pereira a avançar porque “acredita que poderá ajudar a resolver problemas candentes na Guiné-Bissau”.
“O presidente do partido ainda não se posicionou definitivamente se vai candidatar ou não, é por isso que estamos a solicitar essa candidatura. Achamos que tem melhor projeto para a Guiné-Bissau”, prosseguiu o dirigente partidário guineense residente em Cabo Verde.
Sobre o facto de o Presidente da Assembleia Nacional Popular e primeiro-vice-presidente do PAIGC, Cipriano Cassama ter já anunciado candidatura à s presidenciais, Pedro Barbosa Mendonça afirmou que há “regras e princÃpios” dentro do partido e que quem vai decidir que candidato apoiar é o comité central, que é órgão máximo entre os congressos.
Quem também já anunciou a candidatura, mas como independente, é o antigo primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, afirmando que quer “restituir a confiança” aos cidadãos, das instituições do Estado e ainda a credibilidade internacional do paÃs.
Após a nomeação de um novo governo, o lÃder do PAIGC em Cabo Verde disse todos os guineenses acreditam que “é desta vez” que o paÃs vai avançar.
“Chegou o momento que os guineenses devem pôr a mão na consciência e trabalhar para o desenvolvimento do paÃs e os sinais que estão chegando demonstram que os guineenses estão a consciencializar-se nesta perspetiva, de fazer um trabalho em conjunto para o bem do paÃs e não para interesse pessoal”, disse.
Uma grave crise polÃtica teve inÃcio da Guiné-Bissau em 2015 após o Presidente guineense, José Mário Vaz, ter demitido das funções de primeiro-ministro o presidente do PAIGC, partido que venceu as legislativas em 2014, acusando-o de corrupção e nepotismo.
A crise levou ao encerramento do parlamento do paÃs e, apesar da mediação da CEDEAO, o chefe de Estado nomeou sete primeiros-ministros, um dos quais duas vezes.
RIPE // PJA
Lusa/Fim



