
Lisboa, 28 jan 2026 (Lusa) – O candidato presidencial António José Seguro considerou hoje que os portugueses não são extremistas nem divisionistas e perceberam as diferenças face a André Ventura, defendendo que o paÃs precisa de estabilidade não como fim mas como meio para resolver problemas.
“Acho que o paÃs percebeu as nossas diferenças. Os portugueses não são extremistas, os portugueses não são divisionistas e nós vivemos num mundo onde há muitas incertezas, onde há muitas divisões, não precisamos de mais divisões no nosso paÃs”, disse hoje António José Seguro aos jornalistas, após um almoço com apoiantes do setor da Cultura no Beato, em Lisboa.
Para o candidato apoiado pelo PS, que foi questionado acerca do debate televisivo de terça-feira contra André Ventura, apoiado pelo Chega, o que é necessário no paÃs “é estabilidade”.
“Eu quero ser o presidente da estabilidade, não como um fim em si mesmo, mas como um meio para que os governos tenham condições para resolver os problemas dos portugueses. Esse é sempre o meu foco, uma polÃtica centrada nas soluções”, defendeu.
Para António José Seguro, no debate televisivo “ficou claro” quem “é um candidato da Presidente da República”, o próprio, e quem é “um lÃder partidário”, André Ventura.
“Se eu vier a merecer a confiança dos portugueses, como espero e como peço, eu serei o presidente de todos os portugueses e devo manter intactas as relações institucionais com os atores polÃticos. O partido liderado pelo doutor André Ventura [Chega] é um partido que tem muitos deputados no parlamento português”, considerando o antigo lÃder do PS que “é normal” ter “cuidados em termos de relações futuras, porque esta é uma eleição que termina no dia 08 de fevereiro e depois há um mandato de cinco anos”.
Seguro voltou ainda a dizer que, caso seja eleito, será “um Presidente independente e equidistante de todos os partidos”, o que obriga a ter “um tratamento igual em relação a todos os partidos a partir de lá”.
Já questionado sobre o eleitorado que tem votado no Chega e em André Ventura, Seguro reiterou que para si “não há portugueses de primeira e portugueses de segunda” e “todos os votos democráticos devem ser tidos em consideração”.
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