Bissau, 02 abr (Lusa) – O lÃder do Movimento para a Alternância Democrática, Braima Camará, anunciou que entregou hoje, no Ministério Público, alegadas provas de atos de corrupção praticados pelo atual primeiro-ministro, Aristides Gomes, que é também ministro das Finanças.
Coordenador Madem G-15, segunda força polÃtica mais votada nas legislativas de 10 de março, Braima Camará disse ter sido chamado ao Ministério Público no âmbito das investigações à s denúncias que fez durante a campanha eleitoral, segundo as quais o Governo estaria a praticar atos de corrupção “ao mais alto nÃvel”.
Fonte do gabinete do primeiro-ministro, disse à Lusa que Aristides Gomes ainda não foi chamado ao Ministério Público, mas que assim que acontecer “estará disponÃvel para prestar quaisquer esclarecimentos em relação à ação do seu Governo”.
Sem entrar em pormenores, o lÃder do Madem G-15, partido que obteve 27 dos 102 deputados no parlamento, afirmou ter mantido, perante a magistrada, que o atual Governo “ficará na história negativa” da Guiné-Bissau “pelos atos de corrupção”
Durante a campanha eleitoral, Braima Camará acusou o primeiro-ministro, na sua qualidade de ministro das Finanças, de ter feito “encontros de contas entre o Governo e um conhecido empresário” de Bissau, num processo que considera de fraudulento para os interesses do Estado.
O dirigente polÃtico, eleito deputado ao parlamento, disse ter deixado garantias no Ministério Público de que estará disponÃvel para colaborar com a Justiça por acreditar que “o paÃs deve ser governado pelos seus melhores filhos, aqueles que tenham as mãos limpas de corrupção”.
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