
Porto, 06 fev 2024 (Lusa) – Seis dos arguidos na Operação Pretoriano saÃram hoje em liberdade das esquadras da PSP da Bela Vista, no Porto, e de Santo Tirso, confirmou à agência Lusa fonte judicial, na véspera de serem determinadas as medidas de coação.
Fernando Saul, oficial de ligação aos adeptos do FC Porto, Hugo Loureiro, VÃtor Oliveira, VÃtor Bruno Oliveira e José Pereira deixaram a esquadra da Bela Vista perto das 18:00, sendo recebidos e aplaudidos por algumas dezenas de pessoas presentes no exterior.
Passada quase uma hora e meia, Sandra Madureira, esposa de Fernando Madureira e vice-presidente dos Super Dragões, uma das claques do FC Porto, saiu igualmente em liberdade da esquadra de Santo Tirso, onde pernoitou durante os derradeiros seis dias.
O juiz de instrução Pedro Miguel Vieira ordenou hoje a libertação desses seis arguidos, após o Ministério Público não ter promovido medidas de coação privativas da liberdade.
As medidas cautelares serão conhecidas durante a tarde de quarta-feira, no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto, numa altura em que continuam três pessoas detidas.
O Ministério Público pediu prisão preventiva para Fernando Madureira, lÃder dos Super Dragões, e Hugo Carneiro, intitulado de ‘Polaco’, e ainda prisão domiciliária com pulseira eletrónica para VÃtor Catão, adepto do FC Porto e ex-presidente do São Pedro da Cova.
As diligências já tinham levado no sábado à s saÃdas em liberdade de Tiago Aguiar, outro dos funcionários dos ‘dragões’ envolvidos no processo, António Moreira de Sá e Carlos Nunes, apelidado de ‘Jamaica’, ‘caindo’, na altura, o número de detidos de 12 para nove.
Na quarta-feira, a PSP deteve 12 pessoas – incluindo dois funcionários dos ‘dragões’ e o lÃder dos Super Dragões, Fernando Madureira -, no âmbito da Operação Pretoriano, que investiga os incidentes verificados numa Assembleia Geral (AG) extraordinária do clube.
De acordo com documentos judiciais, aos quais a agência Lusa teve acesso, o Ministério Público sustenta que a claque Super Dragões pretendeu “criar um clima de intimidação e medo” na AG do FC Porto, em 13 de novembro de 2023, na qual houve incidentes, para que fosse aprovada a revisão estatutária, “do interesse da atual direção” ‘azul e branca’.
A Procuradoria-Geral Distrital do Porto divulgou que estão em causa “crimes de ofensa à integridade fÃsica no âmbito de espetáculo desportivo ou em acontecimento relacionado com o fenómeno desportivo, coação e ameaça agravada, instigação pública a um crime, arremesso de objetos ou produtos lÃquidos e ainda atentado à liberdade de informação”.
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RYTF/JGS (JFO/APS/NFO/MO/THYG) // AJO
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