
Seul, 11 ago 2022 (Lusa) – Subiu para onze o número de mortos devido à s inundações causadas pelas chuvas mais fortes a atingir Seul em 80 anos, deixando ainda oito pessoas desaparecidas, disseram hoje autoridades locais.
As inundações deixaram até agora seis mortos na capital, Seul, três no resto da provÃncia ocidental de Gyeonggi e outros três na provÃncia oriental de Gangwon, segundo a agência noticiosa sul-coreana Yonhap.
Além disso, mais de cinco mil pessoas e quase três mil famÃlias tiveram de ser retiradas das suas casas em 46 cidades, vilas e aldeias, incluindo Seul. Muitas dessas pessoas vivem em caves inundadas pela chuva.
Metade das pessoas que perderam a vida nos últimos dias viviam neste tipo de habitação. Em Seul existem cerca de 200 mil habitações em caves, albergando 5% de todas as famÃlias na capital, avançou a Yonhap.
Partes de Seul, bem como da cidade portuária de Inchon e da provÃncia de Gyeonggi, registaram fortes chuvas de mais de 100 milÃmetros (mm) durante várias horas consecutivas na terça-feira.
A precipitação excedeu mesmo 140 milÃmetros (mm) numa hora no distrito de Dongjak de Seul, a chuva mais forte registada em 60 minutos desde 1942.
As fortes chuvas provocaram inundações de casas, veÃculos, edifÃcios e estações subterrâneas, de acordo com a Yonhap.
As chuvas atingiram também a Coreia do Norte, onde as autoridades emitiram alertas para o sul e oeste do paÃs, avançou na terça-feira a televisão estatal KCTV.
O jornal oficial Rodong Sinmun descreveu as chuvas fortes como potencialmente “desastrosas” e apelou a medidas para proteger terras agrÃcolas e impedir inundações causadas pelo rio Taedong, que passa pela capital, Pyongyang.
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