
Nações Unidas, 20 dez 2022 (Lusa) – O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) prorrogou hoje a missão de paz da Organização na República Democrática do Congo (RDCongo) por mais um ano, mantendo o mesmo número de militares apesar da grave instabilidade no paÃs.
Por unanimidade, os quinze paÃses do Conselho de Segurança aprovaram uma resolução que estende o mandato da missão MONUSCO até 20 de dezembro de 2023 e mantém a autorização para o destacamento de até 13.500 soldados.
Nos últimos anos, as Nações Unidas tinham iniciado uma redução do número de efetivos como parte de um plano de transição para entregar mais responsabilidades à s forças congolesas, mas desta vez os nÃveis mantêm-se num momento de grande tensão no leste da paÃs.
O leste da RDCongo experienciou uma intensificação da violência este ano com o retorno às armas do Movimento 23 de Março (M23), um grupo rebelde que ocupa várias áreas e é acusado de cometer atrocidades contra a população civil.
Além disso, a MONUSCO tem sido alvo de vários protestos este ano nesta zona do paÃs, acusada de ser incapaz de fazer face à violência, com numerosos grupos a exigirem a sua saÃda.
O mandato da missão tem três objetivos básicos: proteger a população civil, apoiar o desarmamento de grupos armados e contribuir para a reforma do setor de segurança na RDCongo, além de monitorizar a situação dos direitos humanos.
A ONU envia uma missão ao terreno desde 1999, embora inicialmente com outro nome, para contribuir para a estabilização do paÃs, imerso num frágil processo de paz desde a segunda guerra no Congo (1998-2003).
Atualmente, a MONUSCO é uma das maiores operações de paz que as Nações Unidas possuem.
Paralelamente, o Conselho de Segurança aprovou hoje outra resolução que modifica o embargo de armas em vigor na RDCongo – cujo principal objetivo é dificultar o abastecimento a grupos armados – e que permitirá ao Governo do paÃs adquirir equipamento militar sem ter que notificar previamente as Nações Unidas.
Â
MYMM // RBF
Lusa/Fim-



