
Nova Iorque, 11 nov 2021 (Lusa) – O porta-voz das Nações Unidas disse hoje que os desenvolvimentos no Sudão são “preocupantes”, no mesmo dia em que o enviado da ONU ao paÃs avisou que “a janela para uma resolução pacÃfica da crise está a fechar-se”.
Os desenvolvimentos no Sudão, incluindo a nomeação de um novo Conselho Soberano, “são de grande preocupação”, admitiu hoje o porta-voz da ONU, acrescentando: “Queremos que a transição seja retomada o mais rapidamente possÃvel e a libertação do primeiro-ministro, Abdallah Hamdok, bem como de outros polÃticos e lÃderes que foram detidos”,
A declaração acontece no mesmo dia quem o Conselho de Segurança realizou uma reunião à porta fechada sobre a crise neste paÃs africano, no final da qual não houve nenhuma declaração devido à s divergências entre a posição do Reino Unido e da Rússia, segundo disse um diplomata à AFP.
“Continuamos seriamente preocupados com relatos de novas ações unilaterais por parte dos militares, que vão contra o espÃrito e a letra da declaração constitucional”, disse a embaixadora britânica na ONU, Barbara Woodward, aos jornalistas, depois da reunião.
Na reunião, o enviado da ONU ao paÃs, Volker Perthes, disse “de uma forma muito directa que a janela estava agora a fechar-se para o diálogo e para uma resolução pacÃfica” da crise, contou a diplomata.
A reunião na ONU surge no mesmo dia em que o lÃder militar do Sudão, o general Abdel-Fattah al-Burhan, emitiu um decreto para criar um novo Conselho Soberano, o órgão máximo do processo de transição, desempenhando o cargo de Presidente.
O general al-Burhan dissolveu todas as instituições no golpe de Estado de 25 de outubro.
O novo Conselho Soberano é composto por 15 membros, o mesmo número que no antigo órgão, nove dos quais são membros antigos, enquanto os seis novos membros são representantes civis de diferentes regiões sudanesas. São cinco militares, três lÃderes de movimentos rebeldes armados e seis civis.
Está agendada uma manifestação em massa de plataformas civis da oposição contra o golpe, a realizar dentro de dois dias, para condenar a liderança militar, bem como a onda de detenções de vários ativistas e importantes lÃderes da oposição.
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