
Genebra, SuÃça, 25 ago 2023 (Lusa) – A Organização Mundial da Saúde (OMS) instou hoje os paÃses a manterem a vigilância da covid-19 face à ameaça das novas estirpes EG.5 e BA.2.86 do coronavÃrus SARS-CoV-2, derivadas da variante Ómicron.
Na habitual conferência de imprensa na sede da organização, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, apelou aos paÃses para que continuem a informar sobre o estado epidemiológico da covid-19 para que a OMS possa “aconselhá-los sobre o risco das novas variantes EG.5 [já classificada de interesse] e BA.2.86 [classificada como sob monitorização]”.
Tedros Adhanom Ghebreyesus alertou, sem especificar razões, para o “aumento de hospitalizações, internamentos nas unidades de cuidados intensivos e mortes em alguns paÃses”.
A lÃder técnica de resposta à covid-19 na OMS, Maria Van Kerkhove, salientou a importância de se manter a vigilância, “não só para rastrear variantes mas também para saber se as pessoas estão ou não infetadas”.
“Os governos devem continuar vigilantes face à covid-19 porque a ameaça não desapareceu”, frisou a epidemiologista, alertando para o “aumento de hospitalizações em julho nas regiões temperadas do hemisfério norte”, onde é verão.
“Algo que não é de esperar se pensarmos num patógeno respiratório, que costuma atingir o seu pico nos meses de inverno nas regiões temperadas do planeta. Isto preocupa-nos”, afirmou Maria Van Kerkhove.
A covid-19 é uma doença respiratória pandémica causada pelo coronavÃrus SARS-CoV-2, um tipo de vÃrus detetado em 2019 na China e que se disseminou rapidamente pelo mundo, assumindo várias variantes e subvariantes, umas mais contagiosas do que outras.
Em julho, a OMS advertiu que a estirpe EG.5, comunicada pela primeira vez em fevereiro e já identificada em vários paÃses, como Portugal, poderia provocar “um aumento na incidência” de infeções e “tornar-se dominante em alguns paÃses ou mesmo no mundo”.
A OMS justificou o alerta com o facto de esta linhagem, resultante da sublinhagem recombinante XBB.1.9.2 da variante Ómicron, apresentar “caracterÃsticas que escapam aos anticorpos” e estar em “vantagem de crescimento”.
Contudo, a OMS ressalvou que o risco para a saúde global que a variante representava era baixo.
A variante BA.2.86, que tem múltiplas mutações genéticas na proteÃna do vÃrus que se liga à s células humanas, foi identificada pela primeira vez em julho, havendo casos registados, sobretudo, em Israel, Reino Unido e Estados Unidos.
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