
Pequim, 04 nov 2022 (Lusa) — O chanceler alemão, Olaf Scholz, reuniu-se com advogados chineses especialistas em direitos humanos, dissidentes do regime, antes de viajar para Pequim, disse hoje fonte governamental.
O diálogo ocorreu na terça-feira através de videoconferência criptografada e segura, salientou a mesma fonte.
Os participantes na reunião, cujos nomes não foram divulgados, deslocaram-se às instalações da Embaixada da Alemanha em Pequim.
Entre os advogados dissidentes, alguns encontram-se detidos há vários anos. Estes últimos descreveram as suas difÃceis condições de vida e de trabalho na China, o que causou “forte impressão”, acrescentou a fonte.
Normalmente, quando um lÃder alemão visita a China, é planeado um encontro com defensores de direitos humanos e representantes da sociedade civil.
Mas desta vez, não foi possÃvel agendar um encontro presencial com Scholz devido à s rigorosas condições sanitárias impostas pelo regime para combater a pandemia.
O chanceler alemão organizou a sua viagem para um dia — devido à polÃtica de zero covid-19 — durante o qual se encontrou com o Presidente chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro, Li Keqiang.
O Presidente chinês, Xi Jinping, disse hoje que a visita a Pequim do chanceler alemão, Olaf Scholz, “fortalece a cooperação prática” entre China e Alemanha, de acordo com comentários divulgados pela televisão estatal CCTV.
A primeira visita à China de um lÃder europeu e de um paÃs do grupo G7 (sete maiores economias do mundo), desde o inÃcio da pandemia da covid-19, decorre num cenário de crescente desconfiança ocidental em relação ao paÃs asiático.
Embora o governo de Scholz tenha já sinalizado um afastamento da abordagem puramente comercial em relação ao paÃs asiático, cultivado pela antecessora Angela Merkel, acompanha o chanceler alemão uma delegação empresarial, que inclui os presidentes executivos da Volkswagen, BioNtech ou Siemens.
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