
Lisboa, 17 mai (Lusa) – O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Impostos insistiu hoje na tese de erro humano para justificar a falta de tratamento de transferências para ‘offshore’ e reafirmou que os inspetores temem represálias quando inspecionam sinais exteriores de riqueza.
“Hoje não há nenhum trabalhador da Autoridade Tributária que investigue sinais exteriores de riqueza”, afirmou Paulo Ralha, numa audição no parlamento, adiantando que os inspetores do Fisco com ordens de serviço para fazerem uma inspeção chegaram a “ser coagidos” para não o fazer.
Paulo Ralha explicou que, depois do caso da lista VIP, os trabalhadores dos impostos têm medo de represálias e fazem “auto-censura, com medo de processos disciplinares”, por terem medo de ir parar ao cadastro de alguma figura pública e ser chamado a prestar declarações sobre essa averiguação.



