
Caldas da Rainha, Leiria, 06 fev 2026 (Lusa) — A Comunidade de intermunicipal do Oeste (OesteCim) vai coordenar os processos de candidaturas a apoios para reparação dos danos causados pela depressão Kristin na região do Oeste, informou hoje o presidente, HermÃnio Rodrigues.
“Estamos já a preparar um procedimento para coordenar todos os processos de candidaturas para apoios à s empresas e à s famÃlias, em vez de estas estarem a ser feitas municÃpio a municÃpio”, disse à agência Lusa o presidente da OesteCim, HermÃnio Rodrigues.
A medida foi decidida na sequência de uma reunião dos 12 municÃpios do Oeste com o ministro adjunto e da Reforma Administrativa, Gonçalo Matias, a direção da estrutura de missão da Agência para a Reforma Tecnológica do Estado, I.P. (ARTE, I.P.) e o coordenador da Estrutura de Missão criada para apoiar a recuperação das áreas afetadas pela tempestade Kristin, Paulo Fernandes.
O encontro de trabalho, realizado na quinta-feira à noite, na sede da CIM, nas Caldas da Rainha, “foi uma reunião muito produtiva”, afirmou HermÃnio Rodrigues, adiantando que “o principal aspeto positivo foi a informação de que a partir de hoje vai haver um único formulário para que as pessoas se possam candidatar à queles apoios que já são conhecidos, até aos 10 mil euros, para pequenos arranjos nas casas”.
“O que temos agora é possibilidade de começarmos a fazer candidaturas e podermos avançar com as obras imediatamente para darmos, também nós, uma resposta positiva à s nossas populações”, acrescentou o também presidente da Câmara de Alcobaça.
Na região do Oeste, onde “há milhares de prejuÃzos em vários concelhos”, a coordenação dos pedidos de apoio, com base nos levantamentos feitos pelos municÃpios “é um trabalho importantÃssimo para darmos uma resposta satisfatória e rápida a todas as nossas populações e empresas”, sustentou o autarca.
Na área da OesteCim, – que abrange os municÃpios de Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos e Peniche, no distrito de Leiria, e de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, no distrito de Lisboa — é ainda “impossÃvel fazer uma estimativa dos prejuÃzos”.
“Todos nós temos estragos em escolas, piscinas, estradas, condutas de água”, causados pela depressão Kristin e agravados com “este temporal Leonardo que provocou uma destruição muito grande das condutas de água além dos territórios inundados”, explicou HermÃnio Rodrigues.
A área agrÃcola da região “foi também muito fustigada e temos que ter uma resposta rápida a todas estas situações, que pode ser agilizada através da coordenação da CIM, e da partilha de informação com todos os municÃpios para que todo o processo avance de forma mais célere”, concluiu.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municÃpios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.
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