
Lisboa, 28 abr 2022 (Lusa) — O presidente da Iniciativa Liberal perguntou hoje ao primeiro-ministro quando voltará o PS à sua “matriz menos marxista” num orçamento do Estado após a ‘geringonça’ e Costa insistiu que o paÃs cresce acima da média europeia.
“Se não é neste orçamento, que beneficia de se ver livre das grilhetas do PCP e BE, é já no orçamento para 2023 que vamos ver o PS regressar à sua matriz menos marxista?”, questionou João Cotrim de Figueiredo.
O deputado liberal, que falava na abertura da discussão do Orçamento do Estado para 2022, na Assembleia da República, argumentou que “ainda não é desta” que “um orçamento é referendado”, como afirmou o primeiro-ministro.
“Os portugueses entenderam reforçar a posição do PS, reduzir as bancadas da extrema-esquerda a um terço do que eram e o orçamento fica o mesmo. Portanto, os portugueses votam diferente, os senhores fazem igual”, criticou.
Cotrim de Figueiredo voltou a acusar o Governo de não colocar o paÃs a crescer, sustentando que “já em 2024 as taxas de crescimento da Roménia e da Letónia são muitÃssimo superiores à portuguesa”.
“Atrevo-me a dizer com elevado grau de certeza que até ao final do seu mandato pelo menos estes dois paÃses nos vão ultrapassar também”, acrescentou.
Na resposta, o primeiro-ministro vincou que o paÃs está a “crescer acima da média europeia” e “não a empobrecer”.
“O senhor deputado quer passar sempre a ideia de que o paÃs empobreceu, mas verdade é que o PIB per capita cresceu mais de 20% em termos nominais entre 2015 e 2019. E, se for mesmo incluir os anos duros que vivemos com a covid-19, em 2021 o PIB per capita ainda era mais de 8% superior à quilo que era anteriormente”, respondeu Costa.
Em matéria de “investimento direto estrangeiro, com exceção da Hungria”, continuou, “Portugal esteve nestes anos à frente da média de todos esses paÃses”.
No que toca a qualificações, Costa salientou que “desde 2004 para cá, Portugal tem recuperado deste atraso relativamente a todos esses paÃses”.
“É por isso que o ano passado, no conjunto de toda a população, a nossa geração inclusive, nós já temos 55%, quanto tÃnhamos 25% em 2004, com pelo menos o ensino secundário”, referiu.
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