
Lisboa, 26 nov 2020 (Lusa) — O presidente do Chega previu hoje o regresso da direita ao poder em Portugal “muito em breve”, vaticinando que “este é o último orçamento liderado por António Costa”, o qual considerou estar “desesperado e acantonado”.
André Ventura discursava no encerramento do debate sobre o Orçamento do Estado para 2021 (OE2021), o qual deve ser aprovado apenas com os votos favoráveis do PS e as abstenções de PCP, PAN, “Os Verdes” e das deputadas não inscritas Joacine Moreira (ex-Livre) e Cristina Rodrigues (ex-PAN).
“Eu não sou vidente, mas arrisco-me a dizer que este é o último orçamento liderado por António Costa e sei também que, muito em breve — está escrito nas estrelas -, a direita voltará ao poder em Portugal”, anteviu.
Para o lÃder do partido da extrema-direita parlamentar, o recente acordo para a viabilização do Governo Regional dos Açores, com PSD, CDS-PP, PPM e Iniciativa Liberal, foi “apenas o primeiro passo” para “recuperar a dignidade de um paÃs que nunca teve outra estratégia se não estar de mão estendida à Europa”.
“Os portugueses não se deixarão enganar, quando tiverem de escolher um Governo”, apontando que os dois governos minoritários do PS foram responsáveis por “desperdÃcio”, não lutaram “contra a corrupção e o compadrio” e permitiram que “Portugal seja hoje, novamente, um parente pobre da União Europeia”.
Segundo Ventura, “este é o orçamento não do dividir para reinar, mas do distribuir para se sustentar”, pois o executivo de Costa está “desesperado e acantonado, no voto de PAN, PCP e de duas deputadas não inscritas” e “sabe que não tem caminho para continuar”.
“(O OE2021) vai distribuir à queles que sabe ou pensa que lhe serão fiéis numa chamada à s urnas que todos sabemos que será em breve”, afirmou.
O também anunciado candidato presidencial nacional-populista dirigiu-se também aos “milhares de homens e mulheres” que se têm manifestado por apoios estatais à restauração, hotelaria e turismo, como a isenção da Taxa Social Única ou a baixa do IVA.
“Este primeiro-ministro agora virou-lhes as costas a dizer ‘paguem a fatura que eu tenho muito dinheiro para distribuir a quem não quer fazer nada'”, acusou ainda, lembrando também as reivindicções das forças de segurança e de outros na primeira linha de luta contra a covid-19: professores, enfermeiros, bombeiros, profissionais dos transportes.
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