
Lisboa, 17 mar 2021 (Lusa) – O aumento do valor mÃnimo do subsÃdio de desemprego em 65,8 euros, para 504,6 euros, abrange 83.000 pessoas, disse hoje no parlamento a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.
Os números “mostram bem a abrangência” da medida, disse a ministra em audição na Comissão de Trabalho e Segurança Social, onde fez um balanço sobre as várias medidas adotadas para mitigar o impacto da pandemia de covid-19 no emprego.
O aumento do valor mÃnimo do subsÃdio de desemprego está previsto no Orçamento do Estado para 2021 (OE2021) desde janeiro e começa a ser pago este mês com retroativos.
O OE2021 prevê que “nas situações em que as remunerações que serviram de base ao cálculo do subsÃdio de desemprego correspondam, pelo menos, ao salário mÃnimo nacional, a prestação de desemprego é majorada de forma a atingir o valor mÃnimo correspondente a 1,15 do IAS [Indexante de Apoios Sociais], sem prejuÃzo dos limites dos montantes do subsÃdio de desemprego”.
A ministra disse ainda que as medidas para apoiar o emprego, como o ‘lay-off’ simplificado, o apoio à retoma e o incentivo à normalização, abrangeram “um milhão de trabalhadores”, enquanto o programa Ativar chegou a 27 mil pessoas no segundo semestre de 2020.
Nos primeiros meses de 2021 houve “uma grande procura por parte das medidas” e em janeiro e fevereiro foram abrangidos 487 mil os trabalhadores e cerca de 80 mil empresas, tendo sido pagos 468 milhões de euros em janeiro e fevereiro em relação aos mecanismos de apoio ao emprego, indicou Ana Mendes Godinho.
Quanto aos trabalhadores independentes e sócios gentes verificou-se, segundo a ministra, uma “procura significativa nestes primeiros meses de 2021” e também de pessoas que ficaram sem subsÃdio de desemprego e estes apoios chegaram a 190 mil trabalhadores.
A governante adiantou que também “mais de 100 mil pessoas” pediram o apoio à famÃlia em fevereiro, medida que foi reativada este ano devido ao encerramento das escolas.
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