
Lisboa, 26 ago 2020 (Lusa) – Os pagamentos em atraso totalizaram 484,4 milhões de euros (ME) até julho, uma diminuição de 299 ME face ao mesmo perÃodo de 2019 e um aumento mensal de 31,5 ME, divulgou hoje a Direção-Geral do Orçamento (DGO).
“No final de julho, os pagamentos em atraso das entidades públicas ascenderam a 484,4 milhões de euros, o que representou uma diminuição de 299 milhões de euros relativamente ao perÃodo homólogo e um aumento de 31,5 milhões de euros face ao final do mês anterior”, pode ler-se na SÃntese da Execução Orçamental hoje divulgada pela DGO.
De acordo com a entidade pública, “para a evolução homóloga, contribuÃram, sobretudo, os Hospitais EPE [empresa] que registaram uma redução de 328,4 milhões de euros, parcialmente compensados pelo aumento na Administração Regional em 33,3 milhões de euros”.
Já na componente mensal, o aumento de 31,5 milhões de euros também se deveu aos hospitais-empresa, que registaram “o maior contributo” para a variação face a junho deste ano, “com um aumento de 27,6 milhões de euros”.
Até junho, os pagamentos em atraso das entidades públicas tinham-se reduzido 259 ME face a junho de 2019, mas aumentado 63 ME face a maio.
Na sÃntese hoje conhecida, a DGO assinalou também que “o passivo não financeiro das Administrações Públicas (AP) situou-se em 1.573,9 milhões de euros, tendo registado uma redução de 352,5 milhões de euros face ao perÃodo homólogo”.
O défice das contas públicas portuguesas agravou-se em 7.853 milhões de euros até julho, chegando aos 8.332 milhões de euros (ME), divulgou hoje o Ministério das Finanças, em comunicado.
“A execução orçamental em contabilidade pública das Administrações Públicas (AP) registou até julho um défice de 8.332 ME, um agravamento em resultado da pandemia de 7.853 ME face ao perÃodo homólogo pelo efeito combinado de contração da receita (-10,5%) e de crescimento da despesa (5,3%)”, pode ler-se no comunicado das Finanças que antecede a SÃntese de Execução Orçamental da Direção-Geral do Orçamento (DGO).
Segundo o ministério liderado por João Leão, “a execução evidencia os efeitos da pandemia da covid-19 na economia e nos serviços públicos também na sequência de adoção de medidas de polÃtica de mitigação”.
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