
Banguecoque, 02 abr (Lusa) – Pathorn Sequeira tinha 13 anos quando iniciou uma das mais importantes relações da sua vida: entrou para a banda do rei da Tailândia, com quem tocou saxofone, e foi Bhumibol Adulyadej quem insistiu que procurasse as raízes portuguesas.
Quando o assunto é o monarca, que morreu em outubro do ano passado, Pathorn Srikaranonda de Sequeira, de 44 anos, — músico, compositor, professor, fundador do conservatório de música da Rangsit University — não poupa palavras. “Sabia sempre o que dizer, o que fazer, como fazer. Não era apenas um rei para mim, mas como um segundo pai, o meu mentor, o meu professor, tudo”, diz em entrevista à Lusa.
Se a relação que desenvolveram se distingue pela proximidade, o grau de devoção assemelha-se ao de muitos tailandeses, não fosse Bhumibol Adulyadej um dos homens mais adorados do país. Meses após a sua morte as ruas de Banguecoque continuam adornadas de decorações fúnebres e praticamente todas as instituições, públicas e privadas, exibem mensagens de pesar.
