
Pequim, 17 jan 2023 (Lusa) — O número de mortes causadas por uma explosão ocorrida numa fábrica de produtos quÃmicos no nordeste da China, no domingo, subiu para cinco, enquanto oito pessoas continuam desaparecidas, informou o ministério de Gestão de Emergências chinês.
A explosão ocorreu numa fábrica da empresa Haoye Chemical, especializada em produtos petroquÃmicos, na cidade de Panjin, na provÃncia de Liaoning. O acidente ocorreu à s 15:13 (07:13, em Lisboa), na sequência de uma fuga de gás, registada durante trabalhos de manutenção nos dispositivos de alcalinização da usina.
Trinta pessoas registaram ferimentos ligeiros, de acordo com as autoridades locais.
A operação de busca pelos desaparecidos continua e uma equipa de especialistas do ministério de Gestão de Emergências foi enviada para o local do evento para auxiliar nos trabalhos, informou o ministério.
Mais de 400 bombeiros e 105 camiões de combate a incêndios participaram nas operações, segundo a mesma fonte.
Esta segunda-feira, as autoridades locais enviaram especialistas ambientais para as imediações da fábrica para recolherem amostras de ar e estes asseguraram que os nÃveis de contaminação são normais.
Acidentes industriais fatais são relativamente comuns na indústria quÃmica chinesa, onde a aplicação dos regulamentos de segurança continua a ser pouco rigorosa.
O governo chinês prometeu medidas de segurança mais fortes desde que uma explosão, ocorrida em 2015 num depósito de produtos quÃmicos na cidade portuária de Tianjin, no norte, matou 173 pessoas, a maioria bombeiros e polÃcias. Várias autoridades locais foram então acusadas de aceitar subornos para ignorar violações de segurança.
Em 2019, uma explosão numa fábrica de produtos quÃmicos na provÃncia oriental de Jiangsu matou 78 pessoas.
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