
Beja, 15 set 2026 (Lusa) – O novo Palácio da Justiça de Beja foi hoje inaugurado e vai disponibilizar 17 salas de audiência, videoconferência, testemunhas e mandatários, 27 gabinetes e um parque informático renovado, representando um investimento superior a 5,6 milhões de euros.
O edifÃcio, que começou a ser construÃdo em setembro de 2022, inclui três pisos “concebidos para responder à s necessidades dos profissionais da justiça e dos cidadãos” com sete salas de audiência, duas de videoconferência, seis de testemunhas e duas de mandatários, 27 gabinetes, um arquivo e diversos espaços de formação e acolhimento de crianças.
O novo palácio, que contou com um investimento superior a 5,6 milhões de euros, está ainda equipado com um parque informático renovado, sistemas de gravação áudio e vÃdeo, nova rede de ‘wi-fi’ e acesso à ‘internet’, assim como um serviço de comunicações modernizado.
Na sessão de inauguração, que decorreu hoje no novo edifÃcio, a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, recordou que esta é “uma obra importante” para “melhorar a justiça” na região e “um produto” que se pode “replicar noutros [sÃtios]” por estar “muito bem conseguido e muito funcional”Â
“Temos salas preparadas para ouvir as crianças, para traduções simultâneas, para puder ouvir as testemunhas com maior recato [e] para os advogados. Temos, de facto, neste tribunal uma boa imagem”, justificou.
De acordo com a governante, as novas instalações do Palácio da Justiça permitirão que as antigas “no princÃpio do próximo ano” recebam o Tribunal Administrativo e Fiscal.
“O que nós queremos agora é fazer pequenos retoques, pequenas obras, aproveitando que o edifÃcio está vazio, para dar as melhores condições possÃveis e instalarmos lá o Tribunal Administrativo e Fiscal tão cedo quanto possÃvel”, assegurou.
Por sua vez, o primeiro-ministro, LuÃs Montenegro, na sua intervenção, reconheceu a importância da construção para a qualidade dos serviços judiciais e admitiu que investir em “infraestruturas e equipamentos” significa valorizar os recursos humanos existentes.Â
Para o lÃder do Governo para se ter serviços “mais diligentes, rápidos e justos” é necessário “profissionais e isso pressupõe condições para atraÃ-los”.Â
“É preciso dizer com coragem que [nos tribunais portugueses] a grande maioria dos cidadãos saem satisfeitos com o serviço de Justiça e isso deve-se à capacidade que este detém”, disse.
O presidente da Câmara de Beja realçou a unificação “num só espaço das valências que estavam dispersas” pela cidade, reforçando que este investimento possibilitará “a quem recorre aos tribunais um atendimento mais vivo e eficiente”.
“É um investimento em eficiência e, sobretudo, em confiança”, assumiu.
A concentração dos serviços vai permitir desativar os módulos provisórios atualmente utilizados pelos JuÃzos de FamÃlia e Menores e do Trabalho.
Segundo Nuno Palma Ferro, o novo Palácio da Justiça de Beja “com estas condições” vem “fixar competências”, “valorizar o distrito no seu conjunto” e corrigir “a desigualdade entre territórios” do interior.
No final da cerimónia, questionada pelos jornalistas, a ministra da Justiça escusou-se a comentar sobre a abertura por parte do Ministério Público de um inquérito ao diretor nacional e a outros dirigentes da PolÃcia Judiciária por alegados crimes de falsas declarações e abuso de poder.
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Lusa/FimÂ
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