
Luanda, 06 jan 2020 (Lusa) — O recém-inaugurado Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), em Luanda, recebeu desde a sua entrada em funcionamento, há uma semana, mais de 76 mil chamadas, das quais 72 mil eram falsas emergências.
A informação foi hoje avançada pelo diretor nacional do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa (GCII) do Ministério do Interior angolano, Waldemar José, à margem do balanço da polÃcia relativo à s operações na quadra festiva.
Segundo Waldemar José, o funcionamento do CISP, inaugurado pelo Presidente angolano, João Lourenço, em 30 de dezembro, permitiu uma melhor resposta às solicitações dos cidadãos, atendendo aos seus mecanismos eletrónicos e tecnológicos.
Contudo, no perÃodo de 31 de dezembro até domingo, o CISP registou mais de 76 mil chamadas, das quais mais de 72 mil eram falsas.
“E aqui querÃamos lançar um repto e um apelo à população, porque dessas 76 mil chamadas só duas mil tinham um propósito de emergência que exigia que as nossas forças acorressem aos locais”, disse o responsável.
Waldemar José frisou que a situação “congestiona o sistema”, e pode fazer com que sejam mobilizados recursos para situações em que não existe emergência, “quando um cidadão pode efetivamente estar a precisar de um socorro das autoridades competentes”.
“O sistema está a funcionar efetivamente, o 111 que é o novo terminal [número] de emergência. Compreendemos que o cidadão tenha a curiosidade agora de colocar à prova o terminal, mas, em contrapartida, há situações que são de todo reprováveis, porque há cidadãos que para além de colocarem à prova o funcionamento do sistema, inventam falsas ocorrências, o que obriga a mobilização dos parcos recursos que já temos disponÃveis”, referiu.
O diretor nacional do GCII realçou que, futuramente, as pessoas que assim procederem vão ser responsabilizadas criminalmente, “porque ele não foi construÃdo com este propósito, mas sim para prestar socorro à s populações”.
“O nosso sistema tem a capacidade de identificar as chamadas e localizar onde o indivÃduo se encontra”, disse o responsável, adiantando que para já as autoridades vão dar algum tempo “para que o sistema entre naquilo que é o seu momento de otimização”.
O CISP, um centro equipado de forma a que os agentes possam vigiar pontos crÃticos nas provÃncias de Luanda e Benguela, conta já com mais de 700 câmaras de videovigilância instaladas na capital angolana.
NME/RCR // LFS
Lusa/Fim



