
Lisboa, 01 set 2020 (Lusa) – O PAN vai propor a renegociação dos contratos de venda do Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star e apoia uma comissão de inquérito parlamentar, face à s conclusões da auditoria externa a esta instituição bancária.
Estas posições foram anunciadas pelo deputado e porta-voz do PAN, André Silva, num vÃdeo em que considera também que está demonstrado que “a transferência de 850 milhões de euros feita em maio foi uma decisão polÃtica desastrosa e lesiva do interesse público e, portanto, também aqui deverá haver um esforço do Governo para que seja feito um ‘mea culpa’ e que relativamente a esta decisão se apurem todas as responsabilidades que houver para apurar”.
“O PAN proporá, em sede do próximo Orçamento do Estado, a renegociação dos acordos de venda do Novo Banco e encargos futuros para o erário público e [quer] assegurar que durante a crise sanitária ou por causa dela não será injetado mais nenhum dinheiro público no Novo Banco”, declara André Silva.
O porta-voz do PAN defende que “a gravidade dos factos que constam dos resultados desta auditoria justifica uma comissão de inquérito parlamentar que procure aprofundar os respetivos contornos e apurar todas as responsabilidades por tais factos que tanto lesaram o erário público, nomeadamente as responsabilidades de natureza polÃtica”.
“Por isso, o PAN afirma-se desde já disponÃvel para fazer parte do consenso necessário para viabilizar uma eventual comissão de inquérito”, acrescenta.
No inÃcio da sua intervenção, André Silva declara que os resultados desta auditoria externa que cobre o perÃodo entre 2000 e 2018 e revelou perdas lÃquidas de 4.042 milhões de euros “fazem hoje cair por terra alguns mitos que, numa complacência inadmissÃvel com este crime de colarinho branco, foram sendo alimentados ao longo dos anos por PS e PSD”, como o de que do processo de resolução do Banco EspÃrito Santo (BES) resultaria “um banco bom e um banco mau”.
“O que tÃnhamos era um banco ruinoso e um banco péssimo, sendo que chegámos a esta situação devido à gestão ruinosa de Ricardo Salgado, mas também à complacência que tiveram para com ele ao longo dos anos o poder polÃtico, o Banco de Portugal e, em particular, os governadores do Banco de Portugal VÃtor Constâncio e Carlos Costa”, acusa, defendendo “que se apurem todas as responsabilidades existentes pela situação a que chegou o BES e pelas mentiras que foram contadas aos portugueses”.
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