NOVO BANCO: CENTENO ADMITE QUE INSTITUIÇÃO NÃO SEJA VENDIDA NA TOTALIDADE

LusaBruxelas, 20 fev (Lusa) — O ministro das Finanças reiterou hoje em Bruxelas que não haverá garantias de Estado no Novo Banco e admitiu que a instituição financeira não seja vendida na totalidade, sublinhando que está contemplada “uma segunda via de negociação possível”.

“O que existe no caderno de encargos da venda é uma venda a 100%, mas existe também uma segunda via de negociação possível que não envolvia a venda dos 100% do banco. Há diferentes carris negociais que o Banco de Portugal tem trilhado, temos que aguardar”, declarou Mário Centeno à saída de uma reunião de ministros das Finanças da zona euro.

O ministro insistiu que não haverá garantias de Estado no Novo Banco, pois “essa é uma posição que o Governo tem assumido e que vai obviamente manter”, e, questionado sobre a possibilidade de o Fundo de Resolução (único acionista do Novo Banco) participar na sua recapitalização, escusou-se a pronunciar-se sobre “detalhes” de um processo negocial ainda em curso.