
Cuenca, Equador, 19 mar 2023 (Lusa) — Um forte sismo atingiu no sábado o sul do Equador e o norte do Peru causando pelo menos 15 mortos e mais de 300 feridos, e deixando pessoas debaixo dos escombros de edifÃcios que ruÃram.
O instituto geológico dos EUA (United States Geological Survey, USGS), que regista a atividade sÃsmica em todo o mundo, disse que o sismo teve uma magnitude de cerca de 6,8 na escala de Richter, com epicentro a cerca de 80 quilómetros a sul de Guayaquil, a segunda maior cidade do Equador.
A presidência do Equador adiantou que morreram pelo menos 14 pessoas, incluindo 12 no estado costeiro de El Oro e duas no estado montanhoso de Azuay, no sudeste do paÃs.
Na comunidade andina de Cuenca, em Azuay, morreu o passageiro de um veÃculo que ficou esmagado pelos escombros de uma casa, segundo o Secretariado de Gestão de Riscos, a agência de resposta a emergências do Equador.
O Ministério da Saúde Pública equatoriano revelou que até ao momento 381 pessoas foram tratadas em centros de saúde, com o maior número de feridos na região de El Pasaje, em El Oro, onde várias pessoas ficaram presas debaixo de escombros.
O Secretariado de Gestão de Riscos avançou que 44 casas foram destruÃdas e que o abalo danificou ainda 90 habitações, 50 escolas e 31 centros de saúde, além de uma ponte e vários edifÃcios públicos e privados.
No Peru, o terramoto foi sentido desde a fronteira norte com o Equador até à costa central do PacÃfico.
O primeiro-ministro peruano, Alberto Otárola, anunciou que uma menina de 4 anos morreu devido a um traumatismo craniano que sofreu na sequência do desabamento de uma casa na região de Tumbes, na fronteira com o Equador.
O Centro Nacional de Operações de Emergência do Peru confirmou também a existência de pelo menos 19 pessoas feridas e outras 73 afetadas pelo terremoto.
O sismo destruiu quatro casas no Peru, deixou outras cinco sem condições de habitabilidade e danificou mais 72 residências, assim como dois centros de saúde.
Na comunidade de Machala, no sudoeste do Equador, uma casa de dois andares desabou antes que as pessoas pudessem ser retiradas, um cais cedeu e as paredes de um edifÃcio racharam, disse o Secretariado de Gestão de Riscos.
A agência referiu ainda a existência de falhas na eletricidade e na rede telefónica, tornando mais difÃcil as operações de salvamento realizadas pelos bombeiros e PolÃcia Nacional.
Em Guayaquil, cerca de 270 quilómetros a sudoeste da capital equatoriana, Quito, as autoridades relataram fissuras em edifÃcios e casas, bem como algumas paredes desmoronadas. As autoridades ordenaram o encerramento de três túneis de veÃculos.
O Equador é particularmente propenso a terramotos. Em 2016, um terramoto centrado mais a norte na costa do PacÃfico, numa área do paÃs menos povoada, matou mais de 600 pessoas.
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