
Lisboa, 11 mar 2026 (Lusa) — A ministra da Saúde disse hoje que a nova urgência regional de ginecologia e obstetrÃcia no Hospital Garcia de Orta, em Almada, avançará assim que as equipas tiverem as escalas conjuntas concluÃdas, sem avançar uma data.
Ana Paula Martins tinha estimado numa audição no parlamento, em 24 de fevereiro, que a urgência regional de obstetrÃcia e ginecologia da PenÃnsula de Setúbal pudesse entrar em funcionamento em março, mas hoje disse aos jornalistas que a data será comunicado pelo diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde.
“Ele vai comunicar esse dia quando estiver definitivamente acordado com as equipas clÃnicas, porque há várias matérias que estão envolvidas na criação de uma urgência de nÃvel regional e, por isso, a data, sendo importante, é a data em que as equipas tiverem as escalas conjuntas feitas”, afirmou a ministra à margem da assinatura de um memorando entre o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge e a ULS de Santa Maria com vista ao desenvolvimento de projetos conjuntos de investigação, inovação e formação avançada.
Ana Paula Martins adiantou que os médicos e as médicas das equipas de obstetrÃcia do Barreiro que reunirem condições de fazer urgência integrarão este novo modelo, num processo que tem sido discutido nas reuniões entre as unidades hospitalares e a Direção Executiva do SNS.
Segundo a ministra, as reuniões têm decorrido “em muito bom ambiente e numa lógica de colaboração e de construção”, acrescentando que as equipas dos hospitais do Barreiro, de Almada e também do Hospital de São Bernardo, em Setúbal têm enfrentado nos últimos anos muitas dificuldades, incluindo a perda de médicos e a “enorme sobrecarga” de trabalho que resulta de ter três urgências permanentemente abertas na PenÃnsula de Setúbal.
Questionada sobre se o processo está atrasado, a ministra disse não considerar que haja atraso, defendendo que a criação de uma urgência regional exige preparação e várias condições operacionais.
Entre essas condições, destacou o reforço dos mecanismos de referenciação entre hospitais e também da emergência médica, nomeadamente do suporte imediato de vida em concelhos mais distantes do hospital de referência.
“Estas coisas têm de ser feitas com muita prudência, com as maiores certezas possÃveis, para que no dia que arranquem, tudo esteja a postos”, sublinhou Ana Paula Martins.
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