
Telavive, 11 jan 2026 (Lusa) — O primeiro-ministro israelita disse hoje esperar que o Irão “seja em breve libertado do jugo da tirania” e condenou “os massacres em massa cometidos contra civis”, quando estão a decorrer grandes manifestações.
“Quando esse dia chegar, Israel e o Irão voltarão a ser parceiros fiéis para construir um futuro de prosperidade e de paz para os dois povos, acrescentou Benjamin Netanyahu na abertura do Conselho de Ministros semanal.
A vaga de manifestações em quase todo o paÃs contra a teocracia iraniana começou há duas semanas, a 28 de dezembro.
Inicialmente contra o custo de vida e a inflação galopante, num paÃs sujeito a sanções económicas dos Estados Unidos e da ONU, os protestos têm vindo a intensificar-se e transformaram-se numa contestação polÃtica contra o regime.
Na quinta-feira, as autoridades desligaram a Internet e o sinal de telemóveis em todo o paÃs, na sequência de uma grande manifestação em Teerão e depois de terem sido publicados nas redes sociais vÃdeos que mostravam uma multidão em protesto.
A organização de defesa dos direitos humanos Iran Human Rights anunciou ter registado 192 mortos nas manifestações, mas alertou que o número pode ser muito maior, já que o corte da internet dificulta a contagem.
O opositor iraniano no exÃlio Reza Pahlavi, filho do antigo Xá do Irão, tem convocado alguns dos grandes protestos em Teerão e pediu no sábado aos manifestantes para que “se preparassem para tomar” os centros das cidades.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, Pahlavi exortou os iranianos a “saÃrem todos à s ruas (…) com bandeiras, imagens e sÃmbolos patrióticos e a ocuparem os espaços públicos”.
“O nosso objetivo já não é apenas sair à s ruas; o nosso objetivo é preparar-nos para conquistar e defender os centros urbanos”, referiu.
JFO (RCP/VQ/EJ/PMC/ALN)// EJ
Lusa/Fim



