
Jerusalém, 01 dez 2024 (Lusa) – O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse hoje que Israel “está a monitorizar constantemente o que se passa na SÃria”, após a ofensiva lançada na quarta-feira pelos rebeldes sÃrios contra o Governo de Bashar al-Assad.
“Estamos constantemente a acompanhar o que se passa na SÃria. Estamos determinados tanto a proteger os interesses vitais do Estado de Israel como a preservar os ganhos da guerra”, sublinhou o primeiro-ministro nas suas primeiras declarações públicas sobre a atual situação na SÃria, enquanto está em vigor o cessar-fogo entre o grupo chiita Hezbollah e as forças israelitas no LÃbano.
Durante uma visita a uma base de recrutamento com o ministro da Defesa, Israel Katz, Netanyahu deixou claro que o seu paÃs vai continuar a “aplicar firmemente” o acordo de cessar-fogo e que qualquer violação “é imediatamente objeto de uma resposta forte” do exército israelita.
Desde a entrada em vigor, na quarta-feira, da medida, que prevê a retirada das tropas israelitas do sul do LÃbano em 60 dias, as duas partes acusaram-se mutuamente e em várias ocasiões de violação do acordo, embora os ataques tenham diminuÃdo.
Em simultâneo, a aliança islamita Organização de Libertação do Levante e outras fações apoiadas pela Turquia lançaram uma ofensiva contra o Governo sÃrio e já tomaram o controlo total da provÃncia de Idlib, no noroeste do paÃs, de grande parte da cidade de Alepo e da parte norte de Hama, no centro do paÃs.
A ofensiva tem encontrado pouca resistência por parte das tropas de al-Assad, que admitiram ter-se retirado de Alepo “temporariamente” para se reagruparem e lançarem um contra-ataque.
Israel tem acusado sistematicamente as autoridades sÃrias de permitirem que os combatentes do Hezbollah utilizem o seu território para transportar armas do Irão para o LÃbano, tendo atacado alguns postos fronteiriços do lado sÃrio da fronteira nos últimos meses da escalada de violência.
Apoiado por avios russos, o exército sÃrio tem realizado dezenas de bombardeamentos contra posições rebeldes.
Uma coligação de grupos rebeldes liderados pelos islamitas do Hayat Tahrir al-Sham (HTS), o antigo ramo sÃrio do movimento extremista al-Qaida, lançou na quarta-feira uma ofensiva relâmpago mortal no norte da SÃria e tomou controlo da maior parte de Alepo, a segunda maior cidade do paÃs, e de várias outras cidades, nomeadamente na provÃncia de Hama.
Desde então, a ofensiva já causou mais de 330 mortos, segundo a organização Observatório SÃrio dos Direitos Humanos, e suscitou a preocupação da comunidade internacional.
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