
Budapeste, 21 mar 2026 (Lusa) — O primeiro-ministro israelita enviou hoje uma mensagem aos líderes ultraconservadores de Budapeste, a agradecer o apoio prestado à “civilização ocidental” e a Israel, descrevendo-o como uma “posição avançada” que protege a civilização comum contra o “fanatismo radical muçulmano”.
Numa breve mensagem em vídeo enviada à Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) de Budapeste, Benjamin Netanyahu afirmou que esses “fanáticos radicais” não apenas oprimem os seus próprios povos, mas também representam uma ameaça para os países árabes aliados e para as nações dos participantes na conferência.
O líder israelita elogiou também o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, descrevendo-o como “uma rocha” em tempos turbulentos e como um líder que garante estabilidade, segurança e proteção para o seu país e cidadãos.
“Vivemos tempos complicados. Precisamos de líderes que possam enfrentar esta ameaça crescente e assegurar a segurança e estabilidade das suas nações, e Orbán oferece isso”, afirmou Netanyahu.
A CPAC realiza-se pela quinta vez em Budapeste, desta feita com quase 700 participantes de 51 países, entre os quais o Presidente argentino, Javier Milei, e o presidente do partido de extrema direita espanhol Vox, Santiago Abascal.
Entre os participantes contam-se ainda a líder do partido de extrema-direita alemão Alternativa para a Alemanha (AfD), Alice Weidel, entre outras centenas de políticos e ativistas.
É esperada a participação no evento do presidente do Chega, André Ventura, e de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro, a cumprir pena de prisão.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.
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