
Beirute, 04 ago 2026 (Lusa) – O lÃder do Hezbollah, Naim Qassem, criticou as negociações diretas entre o LÃbano e Israel, que começam hoje em Roma, argumentando que representam a “vergonha e humilhação” do povo libanês.
Num discurso televisivo durante uma cerimónia no seu partido, Qassem disse que o Presidente libanês, Joseph Aoun, “não agiu como árbitro ou unificador, mas se tornou parcial e divisor, o que é incompatÃvel com o seu papel e com a força do LÃbano”.
“A destruição sistemática de cidades e vilas no sul não deveria ser motivo para as autoridades polÃticas dizerem: ‘Não queremos o diálogo com a entidade israelita’?”, questionou Qassem.
O lÃder do Hezbollah referiu que “isso é completamente incompatÃvel com aqueles que desejam a soberania e a unidade da pátria”.
Qassem enfatizou ainda a responsabilidade dos Estados Unidos, que sob sua “supervisão e aprovação” foi realizada a “destruição sistemática” do sul do LÃbano.
Dirigiu palavras de apoio e reconhecimento ao povo libanês pelos sacrifÃcios que fizeram ao enfrentar os ataques israelitas.
“Confrontaremos aqueles que colaboram com o projeto israelita e implementam os seus planos contra a resistência, o seu povo e a nossa pátria, tal como confrontamos o inimigo israelita”, advertiu Qassem, sublinhando que “o LÃbano não pode ser estável enquanto o seu sul sofre”.
Qassem afirmou que o Governo libanês “não tem mais nada para oferecer depois de entregar tudo de graça” e que Aoun é um “aliado de Israel”.
O lÃder do Hezbollah afirmou hoje também que está aberto a um “encontro público” com o novo Governo da SÃria, algo inédito para o seu partido, que se comprometeu a apoiar o ex-presidente sÃrio deposto Bashar al-Assad.
“Nada impede um encontro público entre o Hezbollah e a liderança sÃria quando ambas as partes considerarem apropriado”, disse Qassem, defendendo as “relações fraternas, positivas e cooperativas” entre os dois paÃses.
Estas declarações surgem depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter apelado à intervenção de Damasco contra o grupo xiita libanês, entretanto, o Presidente sÃrio, Ahmad al-Charaa, declarou que se recusava a intervir militarmente no LÃbano.
CSR // APN
Lusa/Fim



