
Redação, 11 jul 2022 (Lusa) — A economia portuguesa registou, no ano que acabou no primeiro trimestre, uma necessidade de financiamento de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB), adiantou hoje o Banco de Portugal (BdP) em comunicado.
“A economia portuguesa apresentou, no ano acabado no primeiro trimestre de 2022, uma necessidade de financiamento de 0,2% do PIB”, referiu o banco central, explicando que “este resultado reflete as necessidades de financiamento das sociedades não financeiras e das administrações públicas (de 2,6% e 1,5% do PIB, respetivamente) que, em conjunto, excederam as capacidades de financiamento dos particulares e das sociedades financeiras (de 2,5% e 1,5% do PIB)”.
Por outro lado, recordou, “no ano acabado no primeiro trimestre de 2021, a economia portuguesa tinha apresentado uma capacidade de financiamento de 0,3% do PIB”, acrescentando que “o agravamento deste saldo no primeiro trimestre de 2022 reflete as reduções das capacidades de financiamento dos particulares e das sociedades financeiras, de 5,0 pp [pontos percentuais] e 1,0 pp, que foram parcialmente compensadas pelo decréscimo da necessidade de financiamento das administrações públicas, de 5,6 pp”.
O BdP divulgou ainda que, no ano acabado no primeiro trimestre deste ano, “os particulares e as sociedades não financeiras financiaram as sociedades financeiras em 4,1% e 2,7% do PIB, as quais, por sua vez, financiaram as administrações públicas em 7,7% do PIB”.
Além disso, “as administrações públicas financiaram o resto do mundo e os particulares em 5,1% e 1,2% do PIB, respetivamente”, e o “resto do mundo financiou as sociedades não financeiras em 5,9% do PIB”.
De acordo com o BdP, “em comparação com o perÃodo homólogo”, as “administrações públicas passaram a ser financiadoras do resto do mundo em 5,1% do PIB, invertendo-se a relação de financiamento entre estes dois setores”, sendo que “o financiamento lÃquido do resto do mundo à s sociedades não financeiras aumentou 3,3 pp”.
Por sua vez, “o financiamento lÃquido das sociedades não financeiras à s sociedades financeiras cresceu 1,3 pp” e o das “administrações públicas aos particulares subiu 1,1 pp”.
Além disso, indicou o BdP, “no final do primeiro trimestre de 2022, a economia portuguesa apresentava uma posição financeira lÃquida perante o resto do mundo de -92,8% do PIB, que comparava com -105,0% do PIB no final do trimestre homólogo de 2021”.
Assim, “os ativos financeiros lÃquidos dos particulares e das sociedades financeiras eram de 134,0% e 2,1% do PIB, respetivamente (menos 9,6 pp e menos 1,1 pp do que no primeiro trimestre de 2021)” e os “ativos financeiros lÃquidos das sociedades não financeiras e das administrações públicas eram de -131,9% e -97,0% do PIB (mais 5,6 pp e mais 17,2 pp do que no primeiro trimestre de 2021)”.
A instituição explicou que “as evoluções referidas refletem a capacidade ou necessidade de financiamento e as outras variações de volume e preço no perÃodo em análise, assim como o efeito do aumento do PIB”.
O BdP volta a atualizar estes dados a 10 de outubro 2022.
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