
Bruxelas, 25 nov 2022 (Lusa) — O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, admitiu hoje o “inÃcio horrÃvel do inverno” na Ucrânia devido à escalada de ataques russos, prometendo apoio à s autoridades ucranianas “o tempo que for necessário”.
“O Presidente [russo, Vladimir] Putin está a falhar na Ucrânia e está a responder com mais brutalidade [com] vagas de ataques deliberados de mÃsseis contra cidades e infraestruturas civis, privando os ucranianos de calor, luz e comida. Este é um inÃcio horrÃvel do inverno para a Ucrânia”, disse Jens Stoltenberg, em conferência de imprensa em Bruxelas.
Falando à imprensa dias antes de ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO se reunirem na Roménia, na terça-feira e quarta-feira, o responsável admitiu que “estes são também tempos difÃceis para o resto da Europa e em todo o mundo com o aumento dos preços da energia e dos alimentos”.
“Sim, estamos todos a pagar um preço pela guerra da Rússia contra a Ucrânia, mas o preço que pagamos não se compara ao preço que os ucranianos pagam e, se deixarmos Putin ganhar, a Europa pagará um preço muito mais elevado durante muitos anos”, avisou Jens Stoltenberg.
De acordo com o lÃder da Aliança Atlântica, “se Putin e outros lÃderes autoritários virem que a força é recompensada, usarão novamente a força para alcançar os objetivos que tornarão o mundo mais perigoso e todos mais vulneráveis”.
“Portanto, é do nosso interesse em termos de segurança apoiar a Ucrânia”, adiantou Jens Stoltenberg, prometendo que a NATO “continuará a apoiar a Ucrânia durante o tempo que for necessário”.
“Não iremos recuar”, garantiu ainda.
Na próxima terça-feira e quarta-feira, decorre em Bucareste, capital da Roménia, uma reunião do Conselho do Atlântico Norte, principal organismo de decisão polÃtica da NATO, ao nÃvel dos ministros dos Negócios Estrangeiros, que estará centrada na guerra da Ucrânia causada pela invasão russa.
A guerra na Ucrânia foi desencadeada pela Rússia em 24 de fevereiro deste ano, quando invadiu o paÃs vizinho.
O conflito mergulhou a Europa naquela que é considerada como a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
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