
Luanda, 19 jul (Lusa) – Angola não apresentou qualquer objeção à revisão do programa do Fundo Monetário Internacional (FMI) na Guiné-Bissau e à libertação de um apoio financeiro de 3,5 milhões de euros, apesar de ser um dos principais credores do Estado guineense.
De acordo com um documento governamental a que a Lusa teve hoje acesso, a Guiné-Bissau contraiu com o Estado angolano “várias dívidas no âmbito de alguns protocolos financeiros desde 1978 que estão avaliadas em 45 milhões de dólares (39 milhões de euros)”, tendo solicitado, entretanto, o apoio do FMI para fazer face à crise económica que atravessa.
Através de um despacho do Presidente José Eduardo dos Santos, o Governo angolano recorda que o FMI “exige” que a Guiné-Bissau “negocie a sua dívida com os países credores”, entre os quais Angola, “e que honre os seus compromissos com esses países”, pelo que emitiu uma declaração de “não objeção” à aprovação da terceira revisão do programa de assistência em curso.
